A pandemia provocada pelo novo coronavírus (Covid-19) fez com que o comércio de Suzano tivesse prejuízo de 70% no faturamento até agora.
O ramo de alimentação fosse o mais prejudicado na cidade.
Os dados foram divulgados ontem pela Associação Comercial e Empresarial (ACE) de Suzano em comunicado oficial. A entidade aponta a situação como crítica. Segundo a ACE, houve aumento na inadimplência de clientes no município.
Donos de restaurantes, bares e lanchonetes são os que mais sofrem com a paralisação, seguidos pelo ramo de vestuários e venda de automóveis.
A ACE acredita que a queda seja por conta do respeito de parte da população ao pedido de isolamento dos governos estadual e municipal. A associação registrou aumento das vendas em mercados e nas opções de atendimento delivery (entrega em casa). A previsão é de que se tenha uma dimensão do impacto da quarentena na arrecadação após o dia 30, o que servirá de referência para apurar a desaceleração da economia da cidade.
Reabertura
Segundo a associação, desde o início da quarentena existe diálogo com a prefeitura, a fim de encontrar uma solução que fosse segura, tanto para a população quanto para a permanência dos comércios.
Inicialmente, foi decidida a abertura de apenas alguns serviços essenciais. Porém, na última sexta-feira (17), a ACE participou de uma reunião on-line com o prefeito Rodrigo Ashiuchi (PL), o secretário da Saúde, Luis Claudio Guillaumon e vereadores de Suzano.
Ficou definido que a partir da próxima quinta-feira (23), óticas, lojas de tecidos e hotéis poderão ser reabertos, tendo que disponibilizar álcool em gel para os funcionários e clientes, e todos os funcionários terão que usar máscaras.
“As óticas foram selecionadas por se tratar de uma questão da saúde visual. Já as lojas de tecido foram escolhidas para incentivar a produção de máscaras de proteção de tecido. Os hotéis serão uma boa opção para os profissionais da Saúde, já que muitos deles não moram aqui em Suzano”, explica a ACE.
Na nota, a associação também se posicionou "totalmente contrária" à aplicação de qualquer penalidade aos comerciantes. "O momento não é para prejudicar ainda mais. Temos o entendimento que a orientação é a melhor coisa a ser feita", diz o texto.
Disse também que é favorável à fiscalização em relação aos itens de higiene, como máscaras e álcool em gel, por exemplo. "Se todo mundo ajudar nesta questão, poderemos voltar a nossa rotina o quanto antes".