Três das cinco cidades mais populosas da região realizaram, pelo menos, 82 notificações a comércios por preços abusivos ou desabastecimento de gás durante o período de pandemia do novo coronavírus (Covid-19).
A maior parte dos documentos foi emitida em Suzano. Ao todo, foram 19 mercados, 15 farmácias, 9 distribuidoras de gás e uma loja de produtos naturais notificados, totalizando 44 comércios.
A prefeitura informou que mais de 50 estabelecimentos foram visitados pelas equipes do Procon, e a maior parte das queixas de consumidores envolveu produtos da cesta básica (alimentos não-perecíveis) e produtos de limpeza e higiene.
Os proprietários deverão apresentar as notas de compra dos últimos três meses, para justificar qualquer alteração nos preços. A prefeitura informou que, por isso, ainda aguarda esta etapa para estabelecer o número exato de locais que possam ter aplicado aumento de preços sem justificativa.
De todos os estabelecimentos notificados e vistoriados pelo Procon de Suzano, apenas um foi multado por vender álcool em gel sem prazo de validade nítido nas embalagens.
Em Mogi, ao todo, foram emitidos 19 documentos, sendo quatro deles convertidos em multas. Segundo a prefeitura, algumas notificações ainda estão em análise, pois dependem de verificação de documentos.
De acordo com a administração mogiana, houve um aumento substancial nas reclamações, principalmente no que tange a alimentos da cesta básica, como açúcar, feijão e leite. Máscaras descartáveis e álcool em gel foram os mais reclamados no início da pandemia. O que liderou o ranking no mês de abril, segundo a prefeitura, foi o aumento do gás de 13 quilos.
Foram encaminhados aos estabelecimentos comerciais de Ferraz, 19 ofícios apontando aumento de preço do botijão de gás de cozinha e desabastecimento do produto nos estabelecimentos.
Segundo a prefeitura da cidade, até o presente momento, foram respondidos nove destes documentos, onde na maioria das respostas, as práticas de preços abusivos foram negadas. Os estabelecimentos atribuíram às empresas distribuidoras e fornecedoras de gás a responsabilidade pelo desabastecimento.
Seis ofícios retornaram com a informação de mudança. Uma carta retornou como "ausente" e três não foram respondidas até o momento.
Outras cidades
Segundo a Prefeitura de Poá, o Procon de São Paulo realizou fiscalização no comércio da cidade no dia 11 de abril. Ela foi feita em supermercados e depósitos de gás.