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Cidades

Passageiros veem obrigatoriedade de máscaras nos trens como 'valiosa' em meio à pandemia

Para os passageiros que precisam utilizar os trens para trabalhar, o decreto é mais uma forma de combater a disseminação da doença no transporte público

05 maio 2020 - 09h51 Por Carolina Rocha - de Suzano
Os passageiros que utilizam a estação de Suzano da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos, aprovam a obrigatoriedade do uso de máscaras nas dependências dos vagões e nas estações. A medida publicada no último dia 30 pelo Governo do Estado passa a ser obrigatória a partir da próxima segunda-feira (4). 
 
Para os passageiros que precisam utilizar os trens para trabalhar, o decreto é mais uma forma de combater a disseminação da doença no transporte público. Gilmara Aparecida Fernandes é profissional da saúde e utiliza o trem como meio de transporte. 
 
"Eu acho muito importante a utilização de máscara. Eu sou profissional da saúde e sei como é importante a gente usar. O maior meio de transmissão da doença é através das gotículas. Então quando fala também é um meio. Se todo mundo estivesse protegido não teria tanta disseminação por aí", conta.
 
Franciane Bernardes também utiliza o meio de transporte e tinha acabado de chegar de uma viagem. Ela conta que apesar de muitas pessoas já utilizarem as máscaras dentro dos trens, uma parte do grupo de risco da doença ainda não acatou as recomendações das autoridades de saúde. "A maioria das pessoas está utilizando máscara. Mas tem muito idoso, pessoas de idade, que não estão usando", relata.
 
Quem também concorda com a medida é Miriam Carvalho, que estava na estação realizando a entrega de máscaras que foram encomendadas. Portada do item de proteção, ela disse que acredita que a medida é importante, por mais que nenhum familiar tenha contraído a doença.
 
"Eu acho importante porque mesmo que não tenha acontecido nada na minha família, não quer dizer que não vai acontecer. Eu tenho três filhos em casa, então qualquer um corre o risco. É preciso se prevenir", defende.
 
O decreto visa combater o avanço da doença na capital paulista e na Grande São Paulo, que é considerado o epicentro da doença no Brasil. Nesse decreto estão incluídos os trens da CPTM, ônibus intermunicipais, ônibus municipais, rodoviários, interestaduais, táxis e também carros que fazem o serviço de transporte por meio de aplicativo.
 
A medida será fiscalizada pelos órgãos responsáveis, e em caso de descumprimento da medida, as empresas serão advertidas. Em casos reincidentes, uma multa será aplicada. 

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