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Cidades

Coronavírus muda cenário dentro dos supermercados

Na porta de entrada, profissionais seguram frascos de álcool em gel

08 maio 2020 - 22h50 Por Daniel Marques - de Suzano
Medição de temperatura na entrada, filas do lado de fora, pisos marcados e controle de pessoas. Essas são algumas das medidas sanitárias que estão transformando os supermercados de Suzano em verdadeiros cenários de guerra.
 
Na porta de entrada do Supermercado Assaí, na Vila Amorim, profissionais seguram frascos de álcool em gel e realizam a “limpeza” das mãos de todos os clientes e das barras de todos os carrinhos, ao passo que do lado de fora, outra funcionária mede a temperatura de um por um, em uma fila com distância determinada.
 
Do lado de dentro, todos os funcionários e todos os clientes usam máscaras de proteção no rosto, uma das medidas recomendadas por profissionais da Saúde para evitar a proliferação do novo coronavírus (Covid-19).
 
O cenário se repete em outros supermercados da cidade, que encontraram diversas alternativas para seguir o decreto municipal e controlar o vírus. No Semar do Raffo, por exemplo, um pedestal com álcool em gel foi instalado na porta de entrada do estabelecimento. O número de carrinhos também foi reduzido: agora são 300, para controlar a quantidade de clientes na loja.
 
“Quando acabarem esses carrinhos, sinal que teremos os 300 na loja, automaticamente não tem carrinhos para atender as outras pessoas”, conta Jailson Vieira da Silva, gerente do Semar. 
 
Ele ainda afirma que a loja colocou acrílico nos caixas, para proteger funcionários e clientes. Além disso, todos os colaboradores foram orientados a pedir àqueles que forem flagrados sem máscara no estabelecimento, que recoloquem. “Esse Covid é uma praga. Quanto mais a gente se proteger, menos problemas teremos com a praga na loja”, conta.
 
A ideia do acrílico também foi adotada no Comercial Esperança. Agora, todos os caixas contam com uma espécie de “escudo”, que fica em frente ao funcionário e reduz o risco de contato, principalmente no momento em que os clientes estiverem pagando suas compras.
 
Os colaboradores também estão sentados mais distantes uns dos outros. Alguns caixas estão vagos, justamente para impedir contato próximo.
 
“A gente tem que se cuidar e cuidar do nosso cliente. Sabemos que o vírus existe, e nos preocupamos com a saúde de nossos clientes e funcionários”, conta André Varela, gerente do Comercial Esperança.
 
No Primos, localizado na Vila Urupes, funcionários também têm se revezado na porta, para higienizar as mãos dos clientes com álcool. O piso também foi marcado, para ajudar os clientes a manterem distância uns dos outros. 
O DS tentou conversar com o gerente do supermercado, mas não obteve sucesso.

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