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Cidades

Donos de academias relatam prejuízos causados pela Covid-19

Proprietários contam que academias correm o risco de fecharem as portas por conta de pandemia

09 maio 2020 - 20h00 Por Carolina Rocha - de Suzano
Impedidos de abrirem as portas por conta do decreto de quarentena emitido para todo Estado de São Paulo, donos de academias de Suzano relatam os prejuízos causados pelo fechamento temporário dos espaços. Proprietários contam que muitas academias da cidade correm o risco de fecharem as portas definitivamente caso a proibição permaneça.
 
A medida extrema já foi tomada por uma das academias mais tradicionais de Suzano, a Health’s Club. Em uma nota oficial divulgada nas redes sociais, a gestão da academia disse que são gratos pelo apoio de todos durante os anos em atividade na cidade. A reportagem entrou em contato com os proprietários que não quiseram dar entrevista pois estão passando por “quase um luto” por conta do fechamento da unidade.
 
Para Ademar Pedro Almeida, o fechamento de outras academias não é uma realidade muito distante. Proprietário há mais de 10 anos de uma academia na Avenida Roberto Simonsen, ele diz que muitos negócios desse ramo na cidade podem fechar as portas se o decreto que proíbe a abertura desse tipo de empreendimento for prorrogado novamente. 
 
“A grande dúvida que a gente tem é: o que vai acontecer com o nosso setor? Nossos alunos querem respostas, querem um posicionamento. Os prejuízos são incontáveis, caso isso continue muitas portas serão fechadas, infelizmente”, lamenta o proprietário.
 
Almeida explica que os problemas partem de dois nichos principais. Um deles é o empresarial e outro relacionado ao trabalho desenvolvido pelos profissionais que cuidam da saúde do corpo.
 
“Os empresários do ramo vem sofrendo muito nesse momento. Os impostos e as taxas continuam chegando, temos contas fixas como o próprio aluguel do prédio, são coisas que não tem como fugir. Como profissional que cuida do corpo, me sinto de mãos atadas por não ajudar as pessoas na saúde, que é um dos benefícios da atividade física”, conta.
 
Wellington Santana também está passando pelas mesmas incertezas. Ele é sócio de uma academia de crossfit na cidade há mais de 3 anos, e conta que além das contas fixas, a evasão de alunos é outro problema que a categoria está precisando enfrentar.
 
“Estamos trabalhando com aulas online e videoconferência, mas não são todos os alunos que se adaptam a esse tipo de atividade física. Então acabamos perdendo muitos alunos por não conseguir atender a essas novas limitações”, explica.
 
Com o espaço, Santana conseguiu realizar um acordo com o proprietário do imóvel, e está pagando 50% do aluguel durante esse período em que o local está fechado. Mesmo assim, ele conta que as despesas são inúmeras e que busca uma forma de sobreviver no mercado.
 
“Por conta os alunos que saíram, a gente tenta reduzir os custos, mas acaba tendo o aluguel e algumas outras contas que acabam implicando na nossa sobrevivência. Então estamos tentando fazer o máximo possível para manter os nossos alunos para não precisar fechar”, finaliza.

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