terça-feira 29 de setembro de 2026 Logo Rede DS Comunicação

Assine o Jornal impresso + Digital por menos de R$ 34,90 por mês, no plano anual.

Ler Jornal Assine
Jornal Diário de Suzano
Envie seu vídeo (11) 4745-6900
Cidades

Prefeitos cobram ajuda do Estado para manter isolamento

Alto Tietê tem a segunda maior taxa de letalidade por coronavírus da Região Metropolitana de São Paulo

08 maio 2020 - 23h50 Por da Região
Os prefeitos do Consórcio de Desenvolvimento dos Municípios do Alto Tietê (Condemat) cobram a ajuda do Governo do Estado para manter a efetividade, nas cidades, do cumprimento da quarentena, que ontem foi prorrogada até o final de maio. Também reiteram o pedido de apoio na ampliação da rede de saúde para o atendimento dos pacientes de Covid-19 e a representatividade da Região no Conselho Municipalista criado hoje para atuar no plano de retomada das atividades.
 
O anúncio de prorrogação da quarentena em todo o Estado contrariou as expectativas de alguma flexibilização, ainda que apenas nos municípios um pouco mais distantes da Capital, onde está o epicentro da pandemia. Diante da pressão dos setores empresariais e da dificuldade cada vez maior da população permanecer em casa, os prefeitos querem ajuda no trabalho de conscientização e, especialmente, de fiscalização do cumprimento do isolamento social. Para isso, o pedido é de apoio das Polícias Militar, Civil, Rodoviária e Ambiental.
 
“As prefeituras estão empenhadas em promover o isolamento social e diminuir a curva de contaminação do coronavírus, mas falta estrutura para fiscalizar tudo. Temos represas, que estão sendo muito procuradas pelas pessoas, assim como chácaras de veraneio, além das áreas urbanas e dos equipamentos públicos. Precisamos de um respaldo maior do Estado para ajudar na fiscalização”, destacou o presidente do Condemat, Adriano Leite, prefeito de Guararema.
 
A direção do Consórcio também continua a pressionar a ajuda estadual para a rede de saúde. Até agora o plano assistencial, com a grade de hospitais públicos de referência e os respectivos números de leitos de internação e UTI por cidade, em especial nas unidades estaduais, não foi divulgado, assim como não foram destinados equipamentos, como respiradores, para a Região.
 
“Os municípios estão investindo na sua capacidade, mas não temos acesso ao que está sendo feito pelo Estado e nem temos recebido o que é necessário para melhorar a rede de atendimento aos pacientes. Estamos acionando a Secretaria Estadual de Saúde para que o Alto Tietê tenha uma atenção maior. Nós temos a segunda maior taxa de letalidade por casos confirmados de coronavírus na Região Metropolitana de São Paulo, à frente inclusive da Capital, mas não sabemos quantos leitos já foram ampliados e muito menos informações sobre a ocupação”, pontua a coordenadora da Câmara Técnica de Saúde do Condemat, Adriana Martins.
 
Conselho
 
O Condemat já solicitou uma agenda com o secretário estadual de Desenvolvimento Regional, Marco Vinholi, para os próximos dias. Além de reiterar os pedidos de apoio na fiscalização a quarentena e de ampliação da rede de saúde.

Leia Também