Mesmo com a calçada marcada e funcionários gritando do lado de fora, parte dos clientes do restaurante Bom Prato de Suzano não têm respeitado as recomendações do Ministério da Saúde para evitar propagação do novo coronavírus (Covid-19).
O DS foi até a porta do estabelecimento no início da tarde de quinta-feira, 14, no horário de almoço – um dos períodos de maior movimento do local – e logo na chegada, notou a fila com clientes muito próximos uns aos outros, alguns sem máscara, enquanto um funcionário orientava as pessoas que aguardavam a refeição a usarem a proteção no rosto.
O sistema de distribuição de almoço mudou. Mesas foram colocadas na entrada do restaurante e as entregas passaram a ser feitas por marmitex, sem contato próximo entre clientes e funcionários. Segundo nota publicada no site do governo do Estado, desde 23 de março, funciona, nas unidades do Bom Prato de todo o Estado, o serviço “Express”, onde as refeições são entregues em embalagens descartáveis.
Além dessas medidas, desde o início de abril, o restaurante passou a servir jantar. O valor segue o mesmo do almoço: R$ 1, enquanto o café da manhã é comercializado por R$ 0,50.
Respeito
A maior queixa dos clientes que usam com frequência o Bom Prato nesta época de pandemia é a falta de respeito por parte de outras pessoas, que não seguem as recomendações de saúde. Houve unanimidade entre todos os clientes entrevistados pelo DS: eles reclamaram da falta de respeito, principalmente às faixas colocadas no chão, que determinam a distância segura entre as pessoas.
A técnica em enfermagem Francisca Cleia, 41, diz que sente medo de ficar no local durante esse período. “A gente vê que alguns não respeitam. Estamos vivendo uma epidemia, dá um pouquinho de medo, mas se eu me proteger, está de boa”, conta.
Em nota, a Secretaria de Desenvolvimento Social do Estado esclareceu que, desde o início da pandemia, o serviço do Bom Prato se adequou rapidamente às medidas estaduais “não fechando o serviço que atende a população mais vulnerável do Estado”.