Os passageiros de Suzano que usam com frequência os trens da linha 11-Coral da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM) notaram aumento no número de passageiros após o início do rodízio na cidade de São Paulo na semana passada.
Desde o começo da última semana, a municipalidade paulistana conta com revezamento de veículos. Em dias ímpares, só circulam na Capital carros com o número final ímpar na placa, enquanto em dias pares, a situação ocorre com placas com final par. O rodízio foi novamente modificado por determinação do prefeito de São Paulo Bruno Covas (PSDB) e começou a valer nesta segunda-feira, 18.
Isso fez com que boa parte da população - que antes ia para o trabalho de carro - tenha que recorrer ao transporte público. A centralização da cidade de São Paulo faz com que muita gente de outras regiões precise usar os trens para ir ao trabalho.
É o caso do esposo de Sirlene Barbosa Santos, 35. A dona de casa criticou o rodízio em São Paulo e disse que tem medo do novo vírus, principalmente porque tem um filho pequeno.
"Eu acho que o rodízio só piorou a situação, porque o trem fica lotado. Fico muito preocupada, porque meu marido pega o trem no horário de pico e é perigoso", conta.
Ela sugere que mais trens sejam colocados em circulação, para evitar que as plataformas lotem durante o período de pandemia. "Para diminuir a superlotação, os intervalos poderiam ser menores, aí não dá tempo de a plataforma lotar", aconselha.
O servidor público João Alves, 57, diz que a circulação de pessoas no horário da manhã é "muito grande", mas que ao longo do dia, melhora. Ele notou que, após o início do rodízio, a circulação de pessoas aumentou ainda mais. "A pandemia reduziu (o número de pessoas), mas nesta semana, aumentou de novo", conta Alves.
Ele ainda acrescenta que algumas pessoas tiram a máscara dentro das composições. "Não tenho medo do coronavírus. Só estou usando a máscara porque tem que usar. Mas, dentro do trem, uma pessoa ou outra prefere tirar a proteção", diz.
SEM RESPOSTA
O DS tentou contato com a Secretaria Estadual de Transportes Metropolitanos, para saber em quanto aumentou o número de passageiros na região, mas a pasta não respondeu aos questionamentos da reportagem.