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Cidades

Consciência ambiental é o pedido de catadores para Dia do Meio Ambiente

Serviço dos catadores é essencial tanto para a população e para a sociedade como também para o meio ambiente

05 junho 2020 - 00h20 Por Carolina Rocha - de Suzano
“Consciência ambiental". Esse é o pedido feito por Roberto Rocha, catador e presidente da Associação Nacional dos Catadores e Catadoras de Materiais Recicláveis (Ancat), para o Dia Mundial do Meio Ambiente, comemorado hoje.
O presidente diz que a consciência ambiental e a valorização do trabalho dos catadores de reciclagem deve ser reforçado todos os dias, afim de fazer com que os benefícios trazidos pela coleta seletiva sejam estendidos cada vez mais.
 
"O serviço dos catadores de recicláveis é essencial tanto para a população e para a sociedade como também para o meio ambiente. Se não houver esse serviço, o meio ambiente vai ficar poluído, vai aumentar o número de resíduos nos aterros e pode haver um colapso ambiental se o trabalho dos catadores não for bem executado ", pontua.
 
De acordo com o presidente, historicamente, os catadores vem fazendo a limpeza pública das cidades, coletando materiais que poderiam virar lixo, mas que acabam se tornando em produtos reutilizáveis, o que ajuda na limpeza e gera renda para esses trabalhadores.
 
Rocha explica que, além de ajudar na limpeza e manter a cidade em boas condições, os catadores alimentam e desenvolvem o papel de educadores ambientais.
 
“O catador também instrui o morador a como separar o material, qual material pode ser reciclado, qual não pode. Então ele também acaba sendo um grande educador ambiental, além de não deixar esse material não ir para os esgotos e bueiros da cidade, evitando problemas futuros” diz.
 
Entretanto, o presidente afirma que, apesar da importância do trabalho desenvolvido pelos catadores, esses profissionais não são valorizado como deveriam. Para ele, a classe ainda é invisível perante uma parcela da sociedade.
 
“Muitas vezes esse profissional não é visto. Ninguém vê esses trabalhadores que alimentam essa cadeia da reciclagem, que alimentam esse processo de educação ambiental”, lamenta.
 
Para ele, dois fatores poderiam mudar esse cenário. O primeiro seria o apoio de prefeituras, com o pagamento do serviço realizado pela classe de catadores, o que seria um marco no reconhecimento do trabalho exercido por eles.
 
O segundo fator seria a conscientização e educação constante da população, algo essencial para vencer a barreira da desvalorização desses profissionais, especialmente em tempos de pandemia.
 
Para o presidente, contar com a população nesse momento é primordial para que uma rede de solidariedade e consciência ambiental seja formada nas comunidades e bairros da região.
 
“É preciso ter muita consciência nesse momento, muita solidariedade e muita fé nesse dia em que comemoramos o dia mundial do meio ambiente”, conclui.

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