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Cidades

Em entrevista ao DS, Ashiuchi fala sobre testes, UTIs e Mitutoyo

Ele também explicou que a cidade realiza dois tipos de testes, e que não há amostras suficientes para toda a população

05 junho 2020 - 23h40 Por Daniel Marques - de Suzano
O DS publica hoje a continuidade da entrevista do prefeito de Suzano, Rodrigo Ashiuchi (PL) concedida na tarde de quarta-feira. 
 
O prefeito explicou como estão sendo feitos os testes do novo coronavírus (Covid-19) na cidade, reforçou que não há kits para toda a população e disse que os que têm, estão sendo aplicados em profissionais da Saúde e pessoas que apresentam “sintomas acentuados” da doença.
 
“Todos os municípios estão passando por isso. Não tem teste para todo mundo. Estamos focando em profissionais da Saúde e em pacientes que apresentam dores de cabeça, problemas respiratórios, febre, entre outros”, afirmou o prefeito durante o DS Entrevista.
 
Ele também explicou que há dois tipos de testes sendo realizados na cidade: o do “cotonete no nariz”, com a tecnologia CRISPR, que recolhe pequenas porções de DNA para ter a comprovação de que a pessoa tem o vírus, e o teste rápido, que detecta a presença de imunoglobulinas (inclusive da classe IgG) que são produzidas pelo organismo em resposta ao vírus.
 
“O teste rápido mostra o IgG e outros fatores importantes, onde o paciente que tem a comprovação da infecção pelo coronavírus, tem o tratamento feito na cidade”, disse o prefeito.
 
Mitutoyo
 
O prefeito também lamentou a saída da Mitutoyo da cidade, classificando a empresa como uma “referência”. Ele disse que espera que a empresa volte para Suzano “quando o cenário melhorar”.
 
“Trata-se de estratégia mundial. Parte da fábrica está encerrando, não só no Brasil, mas em outros países. A gente recebe entristecido, mas entendemos a situação e esperamos que, melhorando o cenário, possam reinvestir não só em Suzano, mas nos países que está saindo também”, disse o chefe do Executivo suzanense. 
 
“É uma empresa referência aqui na cidade, da década de 70. É uma crise que abala não só a saúde, mas a economia como um todo”, completou.
 
Salvar vidas
 
Conforme o DS publicou na edição da última sexta-feira (5), a Prefeitura fez um acordo com o Hospital Previne de Franco da Rocha, na Região Metropolitana de São Paulo, para encaminhar pacientes que precisam ser tratados do vírus.
 
Ashiuchi disse que a cidade “não vive um colapso” da doença e que, se necessário, vai transferir a pessoa “até para a Lua” para salvá-la, se referindo à distância de mais de 80 quilômetros entre Suzano e Franco da Rocha.
 
“Apesar da grande quantidade de casos, a gente vem trabalhando todos os dias com todo mundo, principalmente nossos profissionais da Saúde. Estamos atendendo todos. A cidade não entrou em colapso. Se tiver que transferir a pessoa para Franco da Rocha, a gente vai transferir para fazer o melhor atendimento. Se precisar transferir a pessoa para a Lua, eu vou transferir porque o importante é a vida”, disse o prefeito.
 
Ele também disse que os números do coronavírus na cidade estão aumentando porque o município está “testando mais”. “Suzano aumentou os números, principalmente dos casos positivos, porque vem testando mais, seja no Pronto-Socorro ou na Telemedicina. Então, vamos acompanhando os números”, afirmou.

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