O Dia dos Namorados vai ser diferente este ano. Por conta da pandemia do novo coronavírus, muitos casais precisaram mudar os planos para comemorar a data e ainda estão indecisos no que fazer. Para a psicóloga e professora do Centro Universitário Braz Cubas, Sara Carlos da Silva, a data tão esperada pelos pombinhos de plantão será mais do que atípica este ano.
“Eu diria que o momento que estamos vivendo é mais do que atípico, é um momento único. Nós brasileiros não estamos acostumados a grandes catástrofes, então é muito difícil, ainda mais em datas como essa que exigem uma certa aproximação”, conta.
Como forma de driblar a distância e a rotina, a psicóloga conta que existem opções que podem ajudar o casal a manter o relacionamento saudável mesmo com a quarentena e o isolamento social.
“Para aquele casal que mora junto tem a opção de fazer um jantar romântico a luz de velas, uma sessão pipoca, coisas que aproximem o casal. Já para os que estão distantes, ou porque ainda não moram juntos, ou porque são de uma profissão que está na linha de frente no combate a doença, uma videochamada e até entregar um presente a distância, por meio de delivery, é uma opção”, sugere.
A psicóloga conta que agora é o momento de simplificar. Escrever uma carta, fazer uma declaração nas redes sociais e até mesmo falar aquele ‘eu te amo’ de maneira sincera e pura podem fazer com que o casal consiga de alguma forma ter uma troca mais profunda de sentimentos. A criação de uma rotina especial também é uma opção para a data.
Sara reitera que é normal, em momentos como esse, que as pessoas fiquem mais melancólicas. “A chegada dessa data em meio a pandemia pode intensificar ainda mais as nossas emoções. Então é normal se sentir um pouco mais triste, mais saudoso, um pouco mais melancólico porque está longe do namorado, do marido e vice-versa”, afirma.
Entretanto, a psicóloga alerta que é preciso olhar com atenção aos sinais, e que se caso essas emoções continuem por mais tempo, é necessário procurar auxílio profissional.