A Comissão da Mulher Advogada, da Ordem dos Advogados de Suzano (OAB), lançou uma campanha pelo fim da violência doméstica. Nas redes sociais, um vídeo - sem áudio - está compartilhando números de telefone e quais meios estão disponíveis para denunciar este tipo de crime, especialmente neste período de isolamento social. De acordo com a presidente da comissão, Maria Margarida Mesquita, o objetivo da ação é reforçar que a mulher vítima de violência por parte do parceiro não está sozinha, e há uma ampla rede de apoio na cidade.
O vídeo da campanha está sendo compartilhado no Facebook, Instagram, além da divulgação em grupos de WhatsApp, principalmente composto por mulheres.
Segundo Margarida, o objetivo principal é engajar e orientar a população de que nenhuma mulher vítima de violência doméstica está sozinha. “A mulher está sofrendo mais violência (durante a quarentena), mas ela não consegue sair para denunciar. Por isso, listamos esses números 180, 153, 190, o próprio site da delegacia eletronica. É uma campanha de alerta para elas (vítimas de violência) não se sentirem sozinhas”.
E não é só isso o que a campanha busca reforçar, de acordo com a presidente da Comissão da Mulher Advogada de Suzano. Margarida pontuou que a ação, além de expor os meios disponíveis para denúncia, ainda põe à disposição uma ampla rede de atendimento especialmente para vítimas de violência doméstica. “A mulher agredida não está só. Ela não pode sofrer violência a vida inteira. Em Suzano, há uma rede de apoio com atendimento gratuito de advogadas, psicológico, em razão do trauma sofrido, e também, um local para abrigá-la. Elas não podem desacreditar. Então, a nossa fala principal é: mulher não se sinta só. Estamos aqui 24 horas por dia”.
Em Suzano, as notificações ou registros de violência doméstica caíram de abril para maio. Para a delegada Silmara Marcelino, responsável pela Delegacia de Defesa da Mulher (DDM), é possível que a diminuição tenha ocorrido por conta de subnotificações do crime, além do fato de a vítima não poder sair de casa.
A respeito do tema, Margarida complementou: “A violência aumentou, mas a denúncia não, porque elas (vítimas) estão com os agressores dentro de casa”.