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Suzano

Delegacia da Mulher reforça atendimentos às vítimas de violência

Além da delegacia, mulheres têm à disposição site para registrar ocorrência

20 junho 2020 - 16h26 Por Marcus Pontes - de Suzano
Os atendimentos às vítimas de violência doméstica estão sendo realizados regularmente em Suzano. Meios para denunciar agressores, inclusive, foram ampliados, com a possibilidade de o registro ser feito pela internet no portal da Secretaria de Segurança Pública (SSP). De acordo com a responsável pela Delegacia de Defesa da Mulher (DDM), Silmara Marcelino, as únicas mudanças provocadas pela quarentena foram a limitação da entrada de pessoas na especializada e os protocolos de segurança adotados para combater a proliferação do novo coronavírus. 
 
Segundo Silmara, a pandemia provocou mudanças quanto aos protocolos de atendimento, como limitar a entrada somente da vítima, remarcação de intimações, ou observar novos registros através da internet. 
 
"Em eventual vinda da vítima à delegacia, a gente pede que entre apenas uma pessoa. O vírus, infelizmente, continua circulando e temos que adotar medidas de prevenção para resguardar tanto funcionários quanto a pessoa que busca o atendimento", disse a titular da DDM de Suzano.
 
Desde o início da pandemia, os atendimentos na especializada sequer pararam um dia. Levantamento aponta que foram mais de 200 registros - como boletins de ocorrência e flagrantes - realizados entre os meses de março, abril e maio. Até o momento, o balanço de junho não foi contabilizado. 
 
Silmara conta que houve uma oscilação do número de casos registrados durante o ápice da quarentena. Em abril, a delegacia chegou a atingir a marca de 80 boletins, inclusive feitos pela internet. Já em maio, foram cerca de 55. Para a delegada, não é descartada a possibilidade de a diminuição estar atrelada a uma subnotificação dos casos.
 
"Quando um caso de violência doméstica é feito pela internet, a SSP liga para nós avisando sobre o registro. A partir daí, a gente já liga e inicia a investigação, com perguntas sobre o fato etc. Boa parte não são graves. São discussões etc. Isso é refletido justamente quando conversamos com a vítima. Às vezes, ela diz que nem tem mais interesse em prosseguir com a denúncia", explica Silmara. E complementou dizendo sobre o receio da população em relação a sair de casa, especialmente testemunhas, para depor: "Algumas dizem ter medo de vir em função do vírus (Covid-19). Pedem para remarcar a oitiva. Falam sobre pais com mais idade, entre outros argumentos", diz
 
O aumento dos casos de violência doméstica durante o isolamento social é uma preocupação das forças de segurança. Um estudo feito pelo Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA, da sigla em inglês) apontou que neste período poderia haver um aumento médio de 20% dos casos em todo o mundo. Isso representaria 15 milhões de ocorrências deste tipo.
Silmara, porém, afirma que vítimas deste crime não estão desamparadas. Ela cita, por exemplo, a rede de atendimento à violência doméstica susanense. "A mulher tem que tomar a consciência de que não está sozinha. Se ela não puder vir, um familiar, amigo ou alguém próximo pode denunciar. Em Suzano, há uma rede de apoio às vítimas. Se ela não pode fazer, que ligue e confie. Tem denúncias que temos de verificar num prazo de 24 horas. Ela (vítima) não pode ficar em silêncio, porque estaremos aqui para atendê-la", finaliza.

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