A utilização de bicicletas como meio de transporte ganhou um novo significado durante a pandemia do novo coronavírus. Ativistas e ciclistas defendem que a utilização do meio para realizar atividades do dia-a-dia é uma alternativa aos meios de transporte tradicionais e podem reduzir o risco de contaminação pelo vírus.
É o que explica o coordenador do coletivo de ciclistas "BiciMogi", Jair Pedrosa. Para ele, a importância de incentivar o uso da bicicleta em tempos de pandemia é ainda maior, isso porque o meio se tornou fundamental para evitar aglomerações por ser um meio de transporte para apenas uma pessoa. Pedrosa conta que ainda assim, a recomendação passada para os participantes do coletivo é de não sair de casa. "Nós orientamos a não sair de casa se não for preciso. Mas se for uma necessidade, nós incentivamos o uso da bicicleta para pequenas e médias distâncias", relata.
Para Pedrosa, uma das principais dificuldades que os ciclistas ainda encontram na cidade é a falta de ciclovias e ciclofaixas e de um plano cicloviário. "Aqui em Mogi nós temos poucos espaços dedicados para a circulação de bicicletas. Praticamente apenas na Avenida Adhemar de Barros e próximo ao Parque Centenário, então ainda é muito pouco", lamenta. Outra dificuldade que o coordenador aponta é a falta de bicicletários e locais apropriados para que os ciclistas possam deixar suas bicicletas durante o dia, quando estão no trabalho, por exemplo. Pedrosa reforça que se houvesse uma melhor estrutura, muitas pessoas começariam a utilizar esse tipo de transporte. "Quando monta uma boa estrutura, os ciclistas aparecem. Então esse é uma luta constante que temos", conclui.
A "BiciMogi foi fundada há cinco anos com o objetivo de reinvidicar melhores condições para os ciclistas da cidade. O coordenador conta que uma "bicicletada", uma espécie de pedalada coletiva, é feita toda última sexta-feira do mês para pedir mais espaço para as bicicletas na cidade.
Por conta da pandemia de Covid-19, as reivindicações na rua precisaram ser suspensas temporariamente. A previsão é de que as bicicletadas possam voltar a acontecer no mês de setembro. Ainda assim, o coletivo tem se reunido por meio de videoconferências, realizando concentrações com participantes da ação.