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Cidades

Construção Civil reduz em 30% quadro de trabalhadores

Baixas no segmento englobam suspensões de contratos de trabalho e demissões

23 junho 2020 - 22h30 Por Carolina Rocha - de Suzano
O setor da construção civil no Alto Tietê teve queda de 30% no número de trabalhadores. As informações são do Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias da Construção e do Mobiliário de Mogi das Cruzes, Suzano e Região (Sintramog). 
 
De acordo com a entidade, antes da pandemia do novo coronavírus, o Alto Tietê tinha cerca de 3 mil funcionários no segmento. Entretanto, com a crise econômica gerada com a chegada do vírus, muitos empregados tiveram seus contratos suspensos ou rescindidos pelas construtoras e empresas da região.
 
Vale ressaltar que o sindicato abrange oito das dez cidades que compõem o Alto Tietê, sendo elas Mogi das Cruzes, Biritiba Mirim, Guararema, Santa Isabel, Suzano, Poá, Ferraz de Vasconcelos e Itaquaquecetuba.
 
O secretário de Finanças do Sintramog, Luiz Carlos José de Queiroz, explica que apesar do segmento da construção civil não ter parado por conta da pandemia, muitas empresas diminuíram o número de funcionários, bem como realizaram o corte de mão-de-obra.
 
“Todos os segmentos estão passando por um momento difícil. Aqui na região nós temos duas situações, que foi a suspensão de contratos e a demissão em alguns casos. O setor de móveis e de montagem e manutenção industrial foram os que mais sentiram os impactos da crise”, relata.
 
No segmento predial, que engloba a construção de apartamentos e demais imóveis, Queiroz diz que mesmo com o ritmo mais lento, as obras não foram suspensas. Houve uma diminuição de movimento nos canteiros, mas os funcionários continuam trabalhando.
 
Em relação à prevenção ao novo coronavírus, o sindicato informou que têm realizado visitas periodicamente a canteiros e empresas para verificar a disponibilização dos Equipamentos de Proteção Individual (EPIs) aos trabalhadores, bem como fiscalizar medidas de segurança e higiene por parte dos empregadores. O secretário conta que quando algo fora das normas de segurança é encontrado, o sindicato entra com uma ação no Ministério do Trabalho, para que medidas judiciais possam ser tomadas. No entanto, Queiroz diz que as empresas e empreiteiras da região tem seguido as condições impostas pela pandemia.
 
“As empresas têm essa preocupação de disponibilizar álcool em gel, máscara e também fazer a aferição de temperatura quando os trabalhadores chegam para o expediente. Assim como o sindicato que também tem tomado todas as precauções porque a preocupação agora é o Covid-19”, conclui.

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