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Cidades

Sindicato dos professores é contra o retorno das aulas em setembro

Anúncio realizado pelo governador causou indignação a entidade representativa dos professores no Estado

25 junho 2020 - 22h50 Por Carolina Rocha - de Suzano
A subsede do Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo (Apeoesp) é contra o retorno das aulas em setembro nas escolas estaduais.
 
O anúncio realizado pelo governador João Doria (PSDB) causou críticas da entidade representativa dos professores estaduais em Suzano. Para a diretora-executiva estadual da entidade, Ana Lúcia Ferreira, ainda é cedo para discutir o retorno das aulas.
“Não tem como decidir isso agora, ainda é muito cedo. É um erro querer que as escolas sigam o protocolo sugerido pelo governo sem levar em consideração a realidade enfrentada pelos professores e alunos nesses locais”, diz
 
De acordo com Ana Lúcia, um dos principais desafios para o cumprimento das obrigatoriedades apresentadas pelo governo estadual está na falta de funcionários nas unidades escolares.
 
“Não tem como seguir o protocolo indicado pela Secretaria da Educação porque não tem funcionário. Os terceirizados foram demitidos, dispensados durante a pandemia. Então quem vai tomar conta desses jovens?”, questiona.
 
Além disso, a diretora- executiva pontua que muitas escolas da região e do Estado não têm condições básicas para proporcionar a higiene adequada aos alunos e funcionários. Segundo ela, há falta constante de água, além de outras questões estruturais nas instituições.
 
Para ela, o retorno das aulas só pode começar a ser discutido quando não houver risco eminente de contágio e da proliferação da doença para os alunos, professores e demais membros da comunidade acadêmica.
 
“As aulas só podem voltar quando não tiver mais risco. Apenas quando as autoridades sanitárias definirem que não há mais a possibilidade de contágio e de infecção por esse vírus”, conclui.
 
Protocolos
 
De acordo com o Governo do Estado, o retorno gradual das aulas será dividido em três etapas. Na primeira, apenas 35% de público, entre alunos e funcionários será permitido nas escolas estaduais e privadas. Em seguida, após análise de dados das diretorias regionais de saúde, o público deve aumentar para até 70% e enfim 100% já na última etapa.
 
Além disso, a entrada e saída de alunos será controlada para evitar aglomerações, assim como os recreios. O distanciamento social deverá ser respeitado em todas as aulas, que deverão ser realizadas com portas abertas e espaços ventilados. O uso de máscara será obrigatório, e a higienização dos espaços deverá ser realizada com frequência. Bebedouros serão vetados. Os familiares e responsáveis serão atendidos por meios digitais.

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