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Cidades

Sinal Vermelho: mais de 1,5 mil informativos serão entregues sobre campanha

Donos de farmácias afirmam que estão aguardando orientações sobre iniciativa

14 julho 2020 - 21h42 Por Carolina Rocha - de Suzano
As farmácias da cidade ainda aguardam instruções sobre a campanha “Sinal Vermelho Para a Violência Doméstica”, idealizada pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e pela Associação dos Magistrados Brasileiros (AMB).
 
A Prefeitura de Suzano informou que, por meio de parceria com a Associação Comercial e Empresarial de Suzano (ACE), um informativo digital foi produzido e enviado aos mais de 1,5 mil associados da entidade. Mesmo aqueles estabelecimentos do ramo de farmácia/drogaria que não são associados podem entrar em contato com a entidade para receber o informativo. 
 
“É uma parceria importante para divulgar a campanha do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), que vai orientar as farmácias que aderirem ao programa. Os responsáveis pelos estabelecimentos que tiverem alguma dúvida, podem entrar em contato com o Saspe para mais orientações: 4743-1600”, informou a Prefeitura.
 
A campanha foi aderida recentemente pela Prefeitura de Suzano em conjunto com o Serviço de Ação Social e Projetos Especiais (Saspe). O projeto tem o intuito de ajudar mulheres que estejam passando por situações de perigo durante a quarentena. 
 
Com um sinal silencioso, um ‘X’ riscado de vermelho na palma da mão, funcionários de farmácias poderão tomar as providências e acionar as autoridades competentes. Entretanto, proprietários de drogarias da cidade relatam que ainda não foram instruídos. 
 
É o que conta o gerente de uma farmácia no centro de Suzano que não quis se identificar. Ele disse que sabe da campanha, mas que ainda não recebeu a visita de nenhum funcionário da Prefeitura que explicasse e orientasse sua equipe sobre como proceder em casos de pedido de ajuda.
 
“Eu fiquei sabendo da campanha pela internet, mas a Prefeitura ainda não me procurou e não veio aqui na farmácia para explicar sobre o projeto ou instruir a mim ou aos meus funcionários. Oficialmente, ainda não estamos participando da campanha”, explica.
 
O mesmo discurso se repetiu em outras drogarias com as quais a reportagem entrou em contato, muitos com dúvidas sobre como aderir à campanha e se haverá algum tipo de treinamento ou de instrução por parte das autoridades. 
 
Graziele Souza, proprietária de uma farmácia na região central, também tem dúvidas sobre a abordagem que deve ser feita por parte dos funcionários. Ela conta que viu algumas informações sobre a campanha na internet, que também conta com o apoio da Associação Comercial e Empresarial (ACE) de Suzano e das Promotoras Legais Populares, mas que não teve nenhum contato com a municipalidade sobre o assunto.
 
“Cheguei a ver na internet, achei uma iniciativa muito bacana. Mas não fomos comunicados de nada. Se não tivesse visto na internet não estaria sabendo, muita gente ainda não sabe da campanha. Seria bacana se tivesse algum treinamento sobre o tipo de abordagem que devemos fazer, até porque é uma situação de risco”, conclui.
 
A ACE informou que colabora na divulgação da campanha do Conselho Nacional de Justiça, e que o próprio órgão vai orientar as farmácias que aderirem ao programa. Além disso, a Associação disse que a capacitação será voltada para o atendimento e acolhimento a vítima e não prevê que os balconistas ou farmacêuticos sejam conduzidos a delegacias nem chamados a testemunha.

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