O Sindicato dos Trabalhadores Públicos da Saúde (Sindsaúde) no Estado da São Paulo, da diretoria regional do Alto Tietê, aprova a testagem da vacina contra Covid-19 em profissionais da Saúde. A triagem de voluntários, iniciada essa semana pelo Governo do Estado, prevê a testagem em 9 mil voluntários.
Apesar de aprovar as condições e critérios impostos pelo governo estadual, a diretora regional do Sindicato, Kátia Aparecida dos Santos, acredita que a testagem poderia ser ampliada para outros grupos que também estão na linha de frente de combate à doença.
“Entendo que os profissionais que devem ser testados são aqueles que estão expostos ao risco de contaminação a todo o momento, como os trabalhadores da Saúde e também da Segurança, que podem ser acometidos pelo vírus a qualquer momento”, explica.
Ainda assim, a diretora está otimista com a vacina produzida pelo Instituto Butantan em parceria com a farmacêutica chinesa Sinovac Biotech, chamada de CoronaVac. Para ela, todos os esforços das autoridades competentes devem estar concentrados na busca pela cura e tratamento da doença.
“Nessa fase, tudo que puder ser feito, tudo que for com o intuito de trazer a prevenção e a cura para o novo coronavírus é viável. Estou confiante de que podemos obter êxito com essa vacina”, completa.
De acordo com o governo estadual, apenas profissionais da saúde que trabalhem no atendimento a pacientes de Covid-19 poderão se candidatar para a terceira fase de testes. Essa etapa precede a produção e distribuição da vacina em larga escala. Os testes serão realizados em cinco estados e no Distrito Federal.
Para facilitar, o governo lançou um portal na internet (www.saopaulo.sp.gov.br/coronavirus/vacina) para realizar a triagem de candidatos, onde é possível verificar se a pessoa é elegível ou não para a fase de testes. O cadastramento nos centros de pesquisa participantes da ação começou no dia 14 de julho.
O processo de testagem será iniciado já no próximo dia 20. Na capital paulista, os centros de pesquisa são o Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (HCFMUSP), o Instituto de Infectologia Emílio Ribas e o Hospital Israelita Albert Einstein.
No Estado, os testes serão conduzidos na Universidade Municipal de São Caetano do Sul, o Hospital das Clínicas da Unicamp (Campinas), a Faculdade de Medicina de São José do Rio Preto e o Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP de Ribeirão Preto.