A Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM) retomou o programa 'Em Movimento Por Elas', lançado em março deste ano em parceria com o Instituto Avon.
O cronograma previsto desde março foi adiado por conta da pandemia de Covid-19, mas está sendo retomado com eventos e ações que visam criar e consolidar uma rede de proteção permanente para passageiras e colaboradoras.
O programa consiste na formulação de políticas públicas no âmbito da companhia, criando uma rede de proteção às mulheres com base em implementação de projetos internos e externos que permitam o fortalecimento da autoestima, visibilidade para questões de gênero e combate à violência contra a mulher.
E as primeiras ações do programa 'Em Movimento Por Elas' já estão em pleno funcionamento.
Foram inaugurados os sete Espaços Acolher - que tem como objetivo dar atendimento humanizado e com privacidade a vítimas violência ou importunação sexual nos trens e estações - previstos para este mês. Cada uma das sete linhas recebeu um novo espaço: 7-Rubi - Vila Aurora; 8-Diamante – Jandira; 9- Esmeralda – Hebraica-Rebouças; 10-Turquesa – Rio Grande da Serra; 11-Coral - Ferraz de Vasconcelos; 12-Safira - São Miguel Paulista; 13-Jade – Aeroporto Guarulhos. A expectativa é de que o programa chegue em outras estações, como Suzano.
Entre setembro e dezembro serão inaugurados mais 20 novos Espaços Acolher, em locais ainda não definidos. Desta forma, até o final do ano a CPTM terá 35 locais, ou seja, em um terço das suas estações. “Se uma mulher quiser a nossa ajuda ela poderá recebê-la em qualquer estação, mas se ela quiser um Espaço Acolher o objetivo é que ela tenha que se movimentar por apenas mais uma estação para ter um atendimento mais reservado”, explica Pedro Moro, presidente da CPTM.
Na primeira quinzena de março, a CPTM inaugurou oito (8) Espaços Acolher: Guaianases e Dom Bosco, na Linha 11-Coral, Tatuapé (linhas 11-Coral, 12-Safira e 13-Jade), Tamanduateí (Linha 10-Turquesa), Pinheiros (Linha 9-Esmeralda), Carapicuíba (8-Diamante), Palmeiras-Barra Funda (7-Rubi e 8-Diamante) e Franco da Rocha (7-Rubi).
“Isso mostra a importância de denunciar qualquer tipo de violência ou importunação sexual. A mulher é uma vítima, e quando ela denuncia a CPTM e os órgãos de segurança podem, de fato, tomar uma atitude para coibir esse crime. Para nós, é muito importante dar um fim a isso”, afirma Pedro Moro.
Também em agosto a CPTM irá veicular, nas estações, trens e redes sociais, uma nova campanha de combate a importunação sexual, com foco na importância das pessoas que presenciaram o ato testemunharem. E para reforçar esse ato de ajuda ao próximo, a CPTM disponibilizará a todos que forem testemunhas um atestado, para que a pessoa possa justificar um atraso ou até uma falta ao trabalho. As redes da CPTM também irão divulgar as cartilhas digitais do Instituto Avon.