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Cidades

Estacionamentos seguem com pouca procura em Suzano

Fluxo de veículos - que chegou a apresentar queda de até 80% durante a pandemia - segue ruim

18 agosto 2020 - 14h14 Por Daniel Marques - de Suzano
Pouca coisa mudou no movimento de alguns estacionamentos da região central de Suzano desde a reabertura do comércio, ocorrida em 12 de junho. O fluxo de veículos - que chegou a apresentar queda de até 80% durante a pandemia - segue ruim, apresentando apenas uma leve melhora de cerca de 10% com a flexibilização.
 
Relatos de funcionários, gerentes e proprietários de estacionamentos expõem as dificuldades que o setor tem enfrentado neste período pandêmico. Cortes de salários de mensalistas e trabalho remoto são alguns dos fatores que, segundo quem trabalha em estacionamentos, estão tornando uma melhora ainda mais difícil.
 
No Pare Estacionamento, por exemplo, houve redução de 30% no fluxo, se comparado com dias normais. Após a reabertura do comércio, houve melhora de cerca de 10%. 
 
O gerente, Thiago Batista da Silva, acredita que as 57 vagas disponíveis no local não estão sendo preenchidas por conta do uso de aplicativos e do home office (este que se tornou uma saída para empresas manterem seus funcionários durante a passagem da pandemia).
"Tivemos pouca diferença de aumento, mesmo com a reabertura do comércio. Tem muita gente andando de Uber e deixando o carro em casa, além dos que ficam em home office", estima Silva.
 
O DS deu reportagem no início de junho, onde donos de estacionamentos já relatavam as dificuldades enfrentadas durante a pandemia. Na época, acreditava-se que o comércio fechado e a necessidade de se economizar durante uma crise econômica e sanitária eram fatores determinantes para a queda no movimento de carros.
 
Com a reabertura do comércio e a discreta melhora no fluxo de veículos, a opção por aplicativos e a permanência da população em casa, seja trabalhando ou não, passaram a ser motivos cruciais para o prejuízo.
 
Mirian Costa, funcionária de um estacionamento que fica na Rua Campos Salles, conta que, só no mês passado, quatro mensalistas desistiram do plano. A queda, desde o início da pandemia, foi de 80% no local.
 
"Sinceramente, na questão de mensalistas, enquanto não houver a reabertura de todos os serviços, não vai melhorar. Fora que tem algumas pessoas que desistiram porque a empresa cortou salários. A maioria dos clientes está em home office", afirma.
 
Já no Estacionamento Supimpa, o fluxo caiu pela metade desde o início da pandemia. O proprietário, que se identificou apenas como Maurício, disse que, em alguns dias, sequer recebeu veículos no local.
 
"Reabrimos em 6 de abril. Teve dia que eu peguei um ou dois carros. No primeiro sábado após a reabertura, não recebemos nenhum em uma de nossas 40 vagas. Acho que o movimento é baixo porque o comércio está funcionando em horário reduzido. Não há movimento até muito tarde. A gente espera que melhore", torce Maurício.

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