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Suzano e Mogi

Apreensões de celulares em unidades do CDP crescem 76%

Da região, a unidade de Suzano é a qual detém o maior número de apreensões

24 agosto 2020 - 09h00 Por Marcus Pontes - Especial para o DS
Em média, 3,8 celulares são encontrados por mês dentro ou fora das unidades prisionais do Alto Tietê. De janeiro a junho deste ano, foram 23 apreendidos por agentes penitenciários, contra 13 de igual período do ano passado. O aumento é de 76%. 
 
Os dados sobre o aumento de apreensões de celulares nos centros de detenção provisória (CDPs) de Mogi das Cruzes foram divulgados pela Secretaria de Administração Penitenciária (SAP), e se referem ao primeiro semestre deste ano. 
 
Da região, a unidade de Suzano é a qual detém o maior número de apreensões, com 21. Deste total, oito estavam na posse de detentos. Foram sete dentro das celas e um fora. 
 
Se por um lado a unidade suzanense corresponde ao maior número de apreensões, em outro, um fator pode estar diretamente ligado. Segundo a SAP, agentes do CDP de Suzano impediram a entrada de 13 celulares este ano. Desses, 8 eram levados por visitantes aos presos e cinco foram encontrados em meio às correspondências. 
Em 2019, a unidade contabilizou a apreensão de 12 celulares no primeiro semestre. Foram 11 dentro de celas e um fora.
 
Mogi
 
O CDP de Mogi tem o menor número de apreensões. Nem por isso registrou redução. Em 2019, a unidade teve a apreensão de um celular na cela. De janeiro a junho deste ano, o número subiu dois, ambos encontrados nas celas de detentos provisórios. 
 
Combate 
 
Em nota, a SAP frisou que a política da pasta é a de não tolerar a entrada de qualquer ilícito, sejam celulares, drogas, entre outros. E, segundo o texto, para combater a ação, os CDPs do Estado contam com escâner corporal. "Todas as unidades prisionais do Estado também estão equipadas com aparelhos de Raio-X de menor e maior porte, além de detectores de metais de alta sensibilidade. Esses equipamentos ajudam a coibir a entrada de equipamentos e drogas, atrelados a uma vigilância constante dos agentes de segurança, treinados para evitar a entrada de ilícitos nas unidades. Observamos também que são realizadas revistas periódicas nas dependências dos presídios". 
 
A pasta, ainda, afirmou que presos surpreendidos com drogas ou celulares respondem criminalmente, além de sofrer sanções disciplinares. 

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