Com capacidade de atendimento reduzida para até 30% do total por conta da pandemia do novo coronavírus (Covid-19), o Poupatempo de Suzano voltou a realizar atendimentos presenciais na manhã de ontem.
A prioridade, neste primeiro momento, é para atendimentos que necessitem da presença do cidadão, como expedição de RG e da primeira habilitação.
O DS foi ao local e constatou que houve controle de acesso e medição de temperatura na porta de entrada do Suzano Shopping, onde fica instalada a unidade. O uso de máscara é obrigatório, e logo na entrada do Poupatempo, tinha álcool em gel disponível para os usuários.
O atendimento foi tranquilo do lado de dentro no início da tarde de ontem, com cadeiras sobrando e pouca aglomeração.
Segundo o projeto, acompanhantes só podem entrar no local com crianças, idosos ou pessoas com deficiência. Há sinalização nos bancos de espera e muitas marcações no chão, para orientar os usuários quanto à distância dentro e nas imediações do Poupatempo.
Lado de fora
Já do lado de fora, a situação foi diferente. Usuários reclamaram das filas sob o sol quente e da demora para receber atendimento no estacionamento do shopping.
Quem precisou acessar o Poupatempo na manhã de ontem, tanto para resolver burocracias quanto para pegar informações, ficou incomodado ao ficar de pé e no sol.
Até havia funcionários do Poupatempo do lado de fora, mas isso não impediu que parte dos usuários reclamassem.
Foram criadas duas filas nas imediações de uma porta secundária do Poupatempo. Isso ocorreu porque o shopping só começou a funcionar no início da tarde, liberando o acesso principal, que é por dentro do centro de compras.
Pessoas que estavam em uma das filas até conseguiam se proteger do calor. Já as que se posicionaram na outra, usavam pastas para tentar "se esconder" do sol forte.
Edson Pereira, 59, até comemorou a reabertura do Poupatempo, mas ficou decepcionado ao chegar no local e enfrentar o sol forte apenas para saber se conseguiria renovar sua Carteira Nacional de Habilitação (CNH).
"Tem muita coisa travada. Está certo de voltar agora. Mas o atendimento, do jeito que está, com a fila no sol e sem que nos informem, é difícil", reclamou o desempregado.
A aposentada Edna Marega, 60, disse ter aguardado por cerca de meia hora debaixo de sol, só para colher uma informação. "Deveriam fazer a gente esperar debaixo da sombra”.