O Alto Tietê registrou o primeiro caso suspeito de reinfecção pelo novo coronavírus. O caso é de Ferraz de Vasconcelos.
Suzano e as demais cidades da região descartaram casos de reinfecção.
Segundo informações da Secretaria de Saúde de Ferraz, uma munícipe de 38 anos, moradora do bairro Vila Sofia, teria se infectado pela primeira vez em maio, e a segunda em agosto. No primeiro quadro da doença, a munícipe foi diagnosticada e acompanhada pela Unidade Básica de Saúde (UBS) Bela Vista, uma vez que a internação não foi necessária.
Já na segunda vez, a moradora foi identificada com a doença pelo Hospital Regional Doutor Osíris Florindo Coelho, localizado em Ferraz e de administração do Governo do Estado. Ela esteve internada na unidade, mas já recebeu alta, e segundo a pasta, encontra-se bem.
A Vigilância Epidemiológica acompanha o caso que está sendo investigado pelas autoridades de Saúde para que haja a confirmação da reinfecção ou o descarte da possibilidade. As outras cidades do Alto Tietê ainda não registraram casos reincidentes por Covid-19.
Governo do Estado
Recentemente, o coordenador do Centro de Contingência do novo coronavírus em São Paulo, José Medina, afirmou que o governo estadual está acompanhando as investigações do Hospital das Clínicas (HC) em relação a pacientes que podem ter se reinfectado com o vírus. No entanto, o médico ressaltou que não há motivos para preocupação.
Atualmente, o HC está investigando sete pacientes com a suspeita de reincidência da doença. Outros pacientes também estão sendo monitorados pela Universidade de São Paulo de Ribeirão Preto, um dos locais onde a testagem da vacina contra a Covid-19 é realizada.
China
Nesta semana, cientistas da Universidade de Hong Kong publicaram um estudo confirmando o primeiro caso no mundo de reinfeção pelo novo coronavírus. Segundo um comunicado, a paciente é uma jovem saudável, e teve o diagnóstico de reinfecção quatro meses e meio após o primeiro episódio da doença.
A Organização Mundial da Saúde (OMS) afirmou que casos de reinfecção são possíveis. Contudo, já é de conhecimento dos cientistas que após a infecção, o paciente desenvolve algum nível de imunidade contra o vírus. O que é necessário saber agora é em qual nível e por quanto tempo essa imunidade dura.