Cerca de 49,16% do valor total gasto pelas prefeituras do Alto Tietê para enfrentar a pandemia de Covid-19 foi sem licitação. Até julho, os dez municípios gastaram R$ 73,8 milhões. Pelo menos R$ 36,3 milhões foram sem licitação.
A informação foi divulgada pelo Tribunal de Contas do Estado de São Paulo (TCE-SP) em painel interativo publicado na última semana.
Cidades
A Prefeitura de Poá empenhou um total de R$ 5,7 milhões, sendo R$ 7,2 milhões gastos sem licitação.
O valor gasto sem pesquisa de preço é superior pois o valor empenhado foi parcelado e devido a isso o gasto total é menor.
Na sequência aparece Suzano. Cerca de 68,71% do total foi gasto sem licitação.
O município empenhou até o momento R$ 14,4 milhões, sendo R$ 9,9 milhões sem licitação.
Salesópolis registra 60,5%, do total gasto na pandemia, empenhados sem licitação. Segundo o tribunal, foram gastos R$ 379,4 mil, onde R$ 229,5 mil foi empenhado sem licitação.
Ferraz de Vasconcelos é o quarto município, com 55% do total gasto no enfrentamento da pandemia realizado sem licitação.
O município já empenhou R$ 11,1 milhões, sendo R$ 6,1 milhões sem licitação.
Itaquá e Mogi aparecem com números próximos. Os valores gastos sem licitação foi de 48,5% e 41,2%, respectivamente.
Em Itaquá, a cidade empenhou até o momento R$ 7,9 milhões, sendo R$ 3,8 milhões sem licitação.
Já a Prefeitura de Mogi gastou R$ 16,9 milhões até o momento e R$ 6,9 milhões sem licitação.
Por fim aparece Guararema, que registra 21,3%, do total gasto, empenhados sem licitação. Foram R$ 8,9 milhões já gastos e R$ 1,9 milhões empenhados sem licitação.
Arujá não teve gastos sem licitação. Segundo o portal do TCE, a cidade empenhou R$ 8,3 milhões até o momento.
E Biritiba-Mirim não possui dados. O TCE informa que a cidade não enviou os dados, o que pode acarretar em multas que variam entre 100 e 2000 Ufesps, encaminhamento ao MP e os atos serão levados em conta quando se for jugar as contas do atual prefeito.