O Residencial Santa Cecília, localizado no Jardim Margareth em Suzano, continua sem data para a reintegração de posse. O conjunto foi ocupado e meados de julho, e desde então, 260 famílias ocupam o local e reivindicam por um plano de habitação por parte da Prefeitura de Suzano para deixar os apartamentos.
Segundo informações dos moradores e da Caixa Econômica Federal, responsável pelos 14 prédios e 280 apartamentos no residencial, a suspensão da reintegração de posse que estava prevista para a quinta-feira passada (3) continua em vigor. Mesmo om o órgão recorrendo da decisão judicial, ainda não há previsão para que a reintegração seja realizada.
Ainda segundo a Caixa, o recurso foi adotado para não prejudicar as famílias que foram contempladas com os apartamentos e que estão inscritas regularmente no programa do Governo Federal, Minha Casa Minha Vida. Uma vez desocupado, a expectativa é de que as obras possam ser retomadas e finalizadas para a entrega das unidades aos beneficiários selecionados pelo município.
Na semana passada, pelo menos 80 moradores que ocupam o local protestaram em frente à Câmara Municipal de Suzano com gritos de ordem: "Não queremos dinheiro, queremos moradia". O objetivo era pedir por providências para as famílias do residencial. “Somos um grupo que luta por moradia, não temos viés político. Essa obra está parada há anos, com apartamentos desocupados. Nos organizamos, buscamos informações e viemos para cá. Recebemos a ordem de reintegração e decidimos nos manifestar. No entanto, no momento que estávamos protestando em frente à Câmara um juiz cassou a liminar e a reintegração foi barrada”, explicou Luciene Ribeiro, uma das ocupantes e organizadoras do movimento.
A Secretaria Municipal de Planejamento Urbano e Habitação está acompanhando o caso desde o início da ocupação. Segundo a pasta, nenhuma das famílias que ocupam o local foram beneficiadas com os apartamentos e que grande parte dos moradores não são de Suzano, mas de outras cidades.
Segundo o Ministério do Desenvolvimento Regional as unidades habitacionais do residencial devem beneficiar 1,1 mil pessoas de baixa renda.