A falta de chuva e o tempo seco fez os produtores rurais de Suzano diminuírem a área de cultivo de hortaliças, legumes e demais alimentos. Há mais de dois meses sem chuvas significativas, o Sindicato Rural de Suzano estima que houve uma diminuição de 30% da área total de plantio nas hortas da região.
De acordo com Ricardo Suchiya, presidente do Sindicato Rural de Suzano, mesmo a estiagem fazendo parte do ciclo natural para a época, produtores têm reclamado da baixa umidade e da falta de chuva que acaba prejudicando a colheita.
“A falta de chuva faz com que o lençol freático superficial abaixe o nível dos córregos e rios. Assim, os tanques escavados e pontos de captação ficam mais baixos, ocasionando um volume menor de água para a irrigação. Com o volume de água menor há uma redução de área de cultivo para poder manter as plantas irrigadas”, explica o presidente.
Na Estrada dos Fernandes, Natalino Kazuo Araki relata que além da seca prejudicar o desenvolvimento das plantações, outro problema também afeta os produtores: o aumento dos custos.
“Acaba se tornando mais caro por causa da irrigação. Acabo utilizando o dobro de água que utilizo normalmente. Mesmo diminuindo a área de produção, o custo com a água aumenta. Hoje estou trabalhando apenas com 50% da área que possuo, tanto pelo tempo mais seco quanto pela falta de mão-de-obra”, esclarece.
Ainda segundo Araki, outro fator que também prejudica a colheita é a combinação da insolação durante o dia e o frio a noite. Esse choque térmico acaba retardando o desenvolvimento das plantas e faz com que a colheita demore mais tempo.
Segundo Suchiya, nesta época do ano a área de produção é reduzida em torno de 30% em função da seca, bem como pela redução da demanda de consumo de hortaliças pela população. No entanto, o clima mais seco não é de todo ruim, pois permite uma produção com menos defensivos agrícolas.
Ainda assim, o presidente reforça que os produtores rurais conseguem manter a qualidade dos seus produtos mesmo com a falta de recursos hídricos, utilizando de outros mecanismos como a irrigação planejada, e a cultivação de plantas que demandem menos água e que sejam mais resistentes a falta de umidade.