A Regional do Alto Tietê do Centro das Indústria do Estado de São Paulo (Ciesp) acompanha o processo das eleições municipais, com foco principalmente nas propostas dos candidatos à prefeito para o desenvolvimento das cidades da região.
A orientação para os associados das oito cidades da Diretoria Regional é que avaliem os planos de governo dos candidatos para a tomada ciente da decisão de voto.
A entidade manifesta a importância da democracia e do voto consciente para que os candidatos com maior potencial de governança sejam eleitos.
Especificamente para o setor, o Ciesp aponta a relevância dos candidatos a prefeito contemplarem nos seus planos uma política de desenvolvimento industrial, com ações de incentivo não apenas para a atração de novos investimentos, mas também para a manutenção e ampliação das empresas já instaladas, com atenção especial para questões como infraestrutura e segurança.
“A indústria, mesmo com as dificuldades enfrentadas, é uma das principais geradoras de impostos e de empregos. Cidades com indústria forte apresentam desenvolvimento maior e os candidatos a prefeito precisam contemplar o fortalecimento do setor. Essa eleição traz desafios ainda maiores, pois além do descrédito com a classe política, temos toda essa crise desencadeada pela pandemia. Os candidatos precisam ouvir a população para definir planos de governo que sejam possíveis de execução”, defende José Francisco Caseiro, diretor do Ciesp Alto Tietê.
Perfil
Dados do Panorama da Indústria de Transformação 2019, divulgados pelo Ciesp Alto Tietê, mostraram que os setores de Celulose, Papel e Produtos de Papel; Veículos Automotores, Carrocerias e Autopeças; e Produtos de Minerais Não-Metálicos são os que mais empregam no Alto Tietê. Eles absorvem 30,8% da massa de mais de 70 mil trabalhadores formais que a indústria movimenta nas cidades de Biritiba Mirim, Ferraz de Vasconcelos, Guararema, Itaquaquecetuba, Mogi das Cruzes, Poá, Salesópolis e Suzano.
A indústria de transformação no Alto Tietê está dividida em 23 setores de atuação, que se caracterizam por uma grande diversidade – de papel a alimentos, passando por têxteis, móveis e remédios. No geral de empregos formais da Região, que em 2017 passava de 256 mil pessoas, ela responde por 24,3% da mão de obra. Quando somada à indústria extrativa mineral (0,5%); os serviços industriais de utilidade pública (1,1%); e a construção civil (3,1%), a representatividade da indústria no mercado de trabalho do Alto Tietê salta para 29%.
Das cerca de 1.800 empresas instaladas nas oito cidades da Região, os estabelecimentos de pequeno porte, com até 99 empregados formais, são maioria, com 93,3% do total. Já os estabelecimentos de porte médio, com 100 a 499 empregados formais, representam 5,7%, e os com mais de 500 empregados formais, grande porte, representam 1,0% do total.