Os casos de ameaça e de violência física foram o mais registrados na Delegacia de Defesa da Mulher (DDM) até agosto deste ano. O primeiro é o de ameaça, com 277 casos contabilizados. Na sequência vem de lesão corporal, com 187 casos. Os dados foram divulgados pela delegada titular Silmara Marcelino.
Das 277 ameaças contra mulheres, o mês que mais registrou o número de casos foi janeiro. Ao todo, foram 50 computados. Na segunda posição vem agosto, contabilizando 45 casos. Junho e julho empataram na terceira posição do ranking, com 38 casos da mês. Na sequência vem fevereiro, abril e março, com 34, 32 e 28 casos, respectivamente. O menor registro de casos de ameaça aconteceu em maio. A DDM computou apenas 12 casos.
Já dos casos de violência física, fevereiro lidera com 30 casos registrados. Com apenas um caso a menos, julho segue a lista com 29 casos. Na terceira posição ficou março, com 27 casos de lesão corporal. Abril teve 23 casos e janeiro 21. Maio e junho registraram 20 casos cada um. Agosto teve o menor registro, foram apenas 17 casos.
A delegada Silmara Marcelino avaliou os números e disse que são menores em relação a realidade. “Acho que os números diminuíram neste ano devido influência da pandemia, que as partes ficam com receio de sair de casa, apesar de ter o registro online. Os números são menores que a realidade, muitas pessoas ainda sofrem e não tem coragem para registrar. Só vão se livrar dando esse primeiro passo, para que possamos ajudá-las”, explicou a delegada. Além dos casos de ameaça e violência física, também foram registrados casos de calúnia ou injúria (84), estupro (46), e violência patrimonial de dano ou furto (8).
Medidas protetivas
A Delegacia de Defesa da Mulher expediu, neste ano, 273 medidas protetivas. O mês que registrou o maior número de casos foi junho. Ao todo, foram 50 contabilizados.