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Cidades

DS Entrevista: Jorginho Romanos e Lisandro apresentam propostas

DS segue com a publicação das entrevistas com os candidatos a prefeito de Suzano concedida na live do programa transmitido ao vivo pelo Facebook. Melhorar a saúde, a educação e a segurança são projetos dos candidatos Jorginho Romanos e Lisandro

06 outubro 2020 - 23h00 Por Lucas Lima e Daniel Marques - de Suzano
Candidato do DEM propõe integração de serviços e redução de secretarias
 
O candidato a prefeito de Suzano, Jorginho Romanos (DEM), propõe enxugar de 18 para 16 o número de secretarias da Prefeitura. A informação foi divulgada durante participação no DS Entrevista. O democrata também falou do projeto chamado “4.0”, que integra o sistema das secretarias, expôs propostas relacionadas as áreas da saúde e educação. 
Além disso, afirmou que busca o 2º turno das eleições.
 
Com experiência do cargo de ex-secretário da Fazenda em gestões passados, Jorginho acredita que dá para enxugar a máquina do Poder Executivo para atender melhor a população. 
 
Ele tem exemplo a gestão de 2004, quando Suzano tinha apenas 11 secretários. “Mesmo com esse número atendia muito bem a demanda do município. Suzano cresceu. Mas podemos ter alternativas. Acredito que dá para trabalhar com 16 secretarias tranquilamente. Além disso, hoje a Prefeitura tem quase 6 mil funcionários. Isso é um exagero até em comparação para o que oferece para à população”, frisou o democrata.
 
Jorginho destaca que se a Prefeitura de Suzano tem maior arrecadação hoje é devido ao trabalho que realizou no governo anterior. “Na última gestão pegamos uma administração pós PT. Tinha muitas divididas, principalmente da Santa Casa que existe até hoje. Na época, Suzano tinha consolidação de arrecadação de quase da metade que havia na previsão orçamentária. Conseguimos equilibrar isso e quem conseguiu usar dessa ação foi o atual governo”, diz o candidato. 
 
Além de diminuir as despesas, o democrata defende um projeto que integra o sistema das secretarias. Chamado de “4.0”, a proposta visa facilitar a prática de serviços oferecidos pela Prefeitura. Segundo o candidato, a iniciativa já funciona em outras cidades e é feito por meio de um aplicativo. “Vamos procurar copiar o que dá certo em outros municípios, como Mogi das Cruzes. Teremos um aplicativo para integrar todos os serviços. Principalmente da área da saúde. Pode solicitar agendamento de consulta pelo aplicativo, por exemplo. Outro exemplo, mas na educação, a mãe de um aluno poderá cadastrá-lo na escola mais próxima ou procurar uma unidade tudo pelo aplicativo. Não precisa sair. Se for pedir para trocar de lâmpada na rua, que queimou, também será feito da mesma forma. Fica mais fácil”, explica.
 
Em relação as propostas relacionadas as áreas da saúde e educação, Jorginho disse que a saúde é o que mais preocupa no momento. Ele se baseia com as ações realizadas pela Prefeitura durante a pandemia do novo coronavírus (Covid-19). De acordo com o candidato, foi gasto dinheiro onde não terá mais investimento. “O Hospital de Campanha fechou e qual legado ficou? Nada. Ficaram apenas riscos na quadra. Estive nas obras do antigo Hospital Campo Salles. A Prefeitura poderia ter feito uma parceria privada para investir os casos de Covid-19 lá, porque depois o hospital será instalado posteriormente na cidade”, disse o candidato a prefeito.
 
Na educação, o democrata comentou a nota atribuída a Suzano no Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb), que foi de 6,3. Para Jorginho a área da educação está dentro dos padrões. “Tenho falado que a educação não é tanto um problema da cidade. Temos prioridades. Educação vem razoável há tempo. A maior dificuldade da educação é aquele professor que pede para ser afastado por causa de saúde e nenhum é colocado no lugar”, afirma.
 
O candidato a prefeito também contou o que a população mais pede em suas visitas aos bairros. “Vejo que a periferia está totalmente abandonada. Pessoal da zona sul e da zona norte estão falando da ausência da Prefeitura em todos os setores. 
 
Candidato do Avante quer informatizar saúde e melhorar ensino público
 
O candidato a prefeito de Suzano, Lisandro Frederico (Avante), falou sobre seu plano de governo e explicou as dificuldades que enfrentou durante seu mandato como vereador na Câmara. O candidato disse que se frustrou com a forma como a política funciona na cidade e relembrou as comissões processantes pela qual passou e o caso com seu partido, que resolveu fazer uma destituição e trocar o grupo na cidade às vésperas do início das convenções.
 
“A discussão é se foi legal ou não o procedimento. A postura que sempre tive na Câmara, de defender o interesse do povo, me fez ser vítima de uma série de tentativas antidemocráticas para interromper o mandato”, iniciou o candidato.
 
Eleito em 2016 como bandeira da causa animal, Lisandro quer prosseguir com projetos que tem e que, segundo ele, não conseguiu implantar porque dependiam do Executivo para se tornarem leis na cidade.
 
As campanhas de castração gratuita em alta escala, segundo Lisandro, são a principal política pública para reduzir o número de animais abandonados nas ruas. Durante a entrevista, o candidato destacou algumas conquistas para a causa animal, como as mais de três mil castrações feitas com emendas impositivas de deputados, microchipagem, castramóvel, um carro para fiscalização de maus tratos, além do atendimento veterinário gratuito em clínicas veterinárias particulares.
 
“Me dediquei e consegui recursos de fora para os projetos. Um dos projetos eu tinha quase certeza de que não conseguiria entregar, que era o hospital público veterinário. Consegui driblar os obstáculos que me foram colocados e conquistei o atendimento veterinário gratuito em clinicas veterinárias particulares, financiado com recursos que eu consegui para a cidade”, disse Lisandro. Questionado sobre a saúde de Suzano, Lisandro disse que vai informatizar o sistema, integrando os postos e fazendo com que o prontuário eletrônico funcione. Ele disse que falta uma “visão mais ampla” para todos, usando como exemplo as Pessoas Com Deficiências (PCDs), que segundo o candidato, têm dificuldades para chegar aos postos e também nos atendimentos. “Vivemos em uma cidade onde pessoas vulneráveis à saúde pública, como as PCDs, não conseguem acesso, nem remédio, nem sequer serem atendidas. Um surdo vai paro o Pronto-Socorro e não consegue conversar porque não tem um intérprete. Precisamos ter visão mais ampla de todos os nichos sociais que existem em nossa cidade”, declarou o candidato.
 
Lisandro disse que o principal problema da cidade é a saúde pública. Perguntado sobre a Santa Casa, o candidato disse que seu “principal desejo” é acabar com a intervenção do Poder Público na unidade.
 
“Hoje, ela é uma entidade privada gerida pelo poder público. Meu principal desejo é acabar com a intervenção na Santa Casa”. Para ele, é importante “fazer a saúde nos bairros funcionar” para “desafogar o Pronto-Socorro”. Ele também quer que o Hospital das Clínicas de Suzano (HC) seja portas abertas, mas disse que dará prioridade para a saúde básica. Ele afirmou que reconhece que a cidade evoluiu na educação em termos de estrutura, mas o que falta é qualidade de ensino”.
 
Foi assim que Lisandro classificou a educação da cidade. A principal proposta de Lisandro é colocar, nas escolas, pessoas “interessadas em melhorar o ensino”, além de criar mais salas de aula e condições de a criança fazer uma escola integral “de verdade”. Lisandro disse que vai tornar a Central de Segurança Integrada (CSI) funcione exclusivamente para isso, já que na opinião dele, a CSI aplica multas. Disse também que usará empresas que criam sistemas de segurança de seus patrimônios para integrá-las ao serviço público. O candidato também falou da valorização da Guarda Civil Municipal e a Ronda Escolar.
 

Jorginho Romanos (DEM) e Lisandro Frederico (Avante) durante o programa DS Entrevista - Fotos: Regiane Bento e Jackeline Lima

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