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Cidades

Eleições municipais deste ano não animam gráficas no Alto Tietê

Duas gráficas que conversaram com o DS afirmaram que as vendas se mantiveram iguais, e não houve pedidos

24 outubro 2020 - 22h00 Por Fernando Barreto - de Suzano
Entre as formas de divulgar o nome dos candidatos são feitos pedidos de adesivos para carros, panfletos, e os famosos "santinhos". 
 
Apesar disso, em Suzano, as gráficas registram o mesmo número de vendas de antes da pandemia.
 
Duas gráficas que conversaram com o DS afirmaram que as vendas se mantiveram iguais, e não houve pedidos para realização de produtos eleitorais, como os citados anteriormente.
A gráfica Carimpress, localizada na Travessa Mirambava, no Centro de Suzano, afirmou que não recebeu pedidos para realizar serviços de impressão de candidatos. 
 
Segundo Vanderli Aparecida Turra, que conversou com a reportagem, "existem gráficas específicas para realizar este tipo de serviço" e por isso as vendas de artigos eleitorais estavam baixas.
 
"Tudo está normal, como de antes da pandemia. Não temos realizado serviços para candidatos, é bem raro isso ocorrer. O que mais temos realizado são carimbos, sacolas e atendemos bastante empresas", afirmou.
 
A gráfica Virtuosa, localizada na Rua Gastão Vidigal, na Vila Amorim, também compartilha das mesmas opiniões de Vanderli.
 
Uma das funcionárias, Jéssica Caroline de Jesus, disse que "não teve aumento de serviços eleitorais, mas de outros sim".
 
"O que mais temos realizado são serviços de artes gráficas, que é outro tipo de atividade que fazemos, a exemplo de imagem e design digital", explicou.
 
Apenas a gráfica Realística, localizada na Avenida Governador Mario Covas, na Vila Amorim, realizou vendas de serviços eleitorais, mas não confirmou aumento em relação ao período anterior ao das campanhas eleitorais. Segundo Dilan Arezzo, as principais vendas foram de adesivo de todos os tipos, lonas, cartões de visita e panfletos.
 
"Nossa gráfica teve um aumento de maior na venda de adesivos perfurados, adesivos e cartões de visita, especialmente em perfurados onde os estoques chegaram a esgotar diversas vezes e o material até foi encarecido devido à alta demanda", afirmou.
 
A gráfica Carimpress disse que nos três primeiros meses de quarentena os serviços pararam, principalmente pela baixa demanda. Mas depois viu recuperação.
 
"Registramos queda durante a pandemia. Pelo menos, nos primeiros meses. A recuperação agora está bem lenta, e não sei quando pode voltar, depende do mercado", disse Vanderli.
Os funcionários da Carimpress estão trabalhando remotamente, e por meio de escala, se dividem para ir trabalhar presencialmente.
 
Jéssica, da gráfica Virtuosa, afirmou que o momento da pandemia foi impactante e fez com que entregassem o ponto. 
 
"Atualmente todos estamos de home office. Como tivemos de entregar o ponto, mesmo com acordo que o dono do espaço fez, não foi possível continuar". Por fim, a gráfica Realística disse que no começo tiveram queda de vendas, mas posteriormente viram aumentar, devido a pedidos de adesivos sobre a Covid-19. "No início (da quarentena) acabamos sendo um pouco afetados, depois recebemos pedidos pelo whatsapp e acabamos realizando diversos pedidos para sinalização de Covid-19 e logo em seguida uma grande quantidade de pedidos de novos negócios que abriram nos locais onde alguns lugares acabaram fechando devido a crise", concluiu.

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