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Cidades

Busca por pacotes de turismo deve cair por causa de pandemia

06 dezembro 2020 - 12h12 Por Thiago Caetano - de Suzano
Uma possível segunda onda da Covid-19 preocupa agentes de turismo em Suzano. 
Após as vendas melhorarem com a flexibilização, a busca por pacotes de viagens ficou tímida com a possível segunda onda do coronavírus. 
 
É o que acontece na agência de Fernanda Amaral. Após a paralisação, as vendas cresceram. Ela acredita que a queda na procura foi de 60%. "Até outubro, como estava tudo mais flexibilizado, a procura passou a ser maior. Já vendemos algumas coisas", disse. 
 
Nem mesmo a Black Friday diminuiu o receio dos turistas. Apesar da preocupação, Fernanda crê que nem todos os comércios fecharão. Ela relatou que muitos hotéis já estão fechados. "Eles estão operando em 70% da capacidade. Muitos já fecharam esse número", explica. Os lugares mais procurados nesse período é os estados do Nordeste, além de Foz do Iguaçu e hotéis fazenda, no interior de São Paulo. Os pacotes na agência variam em até R$ 3.000. 
 
A guia de turismo e proprietária de uma agência no Centro de Suzano, Valdeiza Rolim, também mostra preocupação. A flexibilização também aliviou o negócio de Valdeiza, mas segue muito abaixo com relação ao ano passado. "Estamos preocupados sim. Por hora, está havendo uma boa procura, mas ainda não superou ao que foi ano passado", contou. Ela conta que o público-alvo de sua agência são idosos, grupo de risco da doença. As maiores procuras são para Minas Gerais e também para o Nordeste. "Eles gostam bastante desses lugares. Principalmente no fim do ano, no carnaval e em julho", explica. Os preços giram em torno de R$ 100,00 a R$ 5.000,00. "Tudo caminhava bem. A pandemia prejudicou a todos. Nós do turismo fomos bem afetados. Ainda mais, que precisamos de uma quantidade certa de pessoas para poder trabalhar", finalizou. 
 
Em outubro, a Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) informou que o setor de turismo perdeu cerca de 50 mil empresas durante a pandemia. As maiores vítimas foram os micros e pequenos negócios, que perderam 29,2 mil e 19,1 mil, respectivamente. Apesar da forte crise, a agência de Jackson Elias do Carmo tem superado os obstáculos. 
 
Ele acredita que as vendas dos pacotes aumentaram em 30%. "Estão boas. Quase tudo esgotado", disse. 

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