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Cidades

Sindicatos consideram insuficiente salário mínimo de R$ 1.088

Atualização foi enviada nesta terça (16), pelo Ministério da Economia

16 dezembro 2020 - 22h35 Por Matheus Cruz - de Suzano
Os Sindicatos de Suzano consideram como insuficiente a proposta de aumento do salário mínimo para 2021. O repique da inflação nos últimos meses fez o governo aumentar a estimativa de aumento para R$ 1.088. O valor corresponde a R$ 21 de aumento em relação à última projeção, que era de R$ 1.067. A atualização foi enviada nesta terça (16), pelo Ministério da Economia, e deverá ser votado pelo Congresso nos próximos dias. 
 
O presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de Suzano, Pedro Alves, acredita que é valor é muito abaixo do necessário, principalmente, se comparado com os estudos do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos, o Dieesse. 
 
“O salário segue muito abaixo do necessário, basta compararmos com os dados que o Dieese apresenta sobre o custo de vida dos brasileiros. Vemos que o valor é incompatível para manter a vida com condições básicas. Principalmente neste governo, o aumento real parou de ocorrer, e muitas famílias foram prejudicadas”, comenta o presidente. 
 
De 2012 a 2019, o salário mínimo era reajustado por uma fórmula que seguia a variação do INPC do ano anterior mais o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB, soma das riquezas produzidas no país) registrada dois anos antes. O mínimo de 2020 em diante passou a ser corrigido apenas pelo INPC do ano precedente, de forma a não descumprir a Constituição.
 
Além de insuficiente, o reajuste reflete em outras categorias e segue incompatível com a realidade de consumo dos trabalhadores, avalia Julio Cesar, presidente do SindiRefeições. O sindicato atende profissionais susanenses que atuam na área de cozinha industrial, fornecendo refeições para escolas e aeronaves do aeroporto de Guarulhos.
 
“O que se propõe como aumento do salário, não corresponde com o que os trabalhadores sofrem nos supermercados e no consumo do dia a dia. Além de insuficiente, o reajuste reflete em outras categorias. Porque serve de base de cálculo para os empresários. Então é algo que, de certa forma, prejudica a todos, mesmo os que não recebem o salário mínimo”, comenta.
 
Diferente dos sindicatos citados, os trabalhadores de indústrias químicas de Suzano não sofrerão com o reajuste. Segundo o presidente do Sindicato, Claudio Jose, as negociações são feitas separadamente.
 
“Na nossa base, nenhum trabalhador recebe o salário mínimo. Temos uma convenção coletiva, onde todos os anos, a parte econômica é negociada separadamente. Tem ano que conseguimos avançar mais, outros menos. Para 2021, fechamos o reajuste de 4,77% em cima da negociação que foi feita na última convenção”, explica. 
 
A atualização do valor consta de modificativa ao projeto da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) do próximo ano, e será votada nos próximos dias pelo Congresso.

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