O sindicato da Central do Brasil, que atende maquinistas ferroviários e funcionários que atuam nas linhas que 11 – Coral, 12 – Safira e 13 – Jade da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM), segue reivindicando condições de melhorias para o combate à Covid-19. Em novembro, a associação chegou a entrar com ação na Justiça afim de reforçar os cuidados de combate.
Em junho, o DS trouxe em edição que o sindicato estimava o óbito de dois funcionários, vítimas de Covid-19, além de cerca de 11 a 12 funcionários que já haviam contraído o novo coronavírus. Na ocasião, a Central do Brasil estimava que mil funcionários que pertencem ao grupo de risco do novo vírus, estavam em home office.
Segundo Mucio Alexandre, secretário geral do Sindicato Central do Brasil, com a flexibilização do Governo do Estado, a empresa determinou que os funcionários afastados voltassem a atuar de forma presencial, mesmo trazendo riscos aos mesmos.
“Entendemos que o momento ainda era grave, então entramos com uma ação na justiça em novembro, e conseguimos uma liminar para que os funcionários na condição de risco pudessem voltar a atuar em home-office. A justiça nos concedeu o pleito para a empesa voltar os funcionários para a modalidade home office”, explica.
Apesar da liminar, o representante dos ferroviários considerou o processo “dificultoso” e demorado. “Foi um processo demorado, a justiça demorou de notificar a empresa, então o próprio sindicato fez a notificação”, comenta.
Atendendo os profissionais das linhas 11 – Coral e 12 – Safira que passam por Suzano e região, o sindicato Central do Brasil atua reivindicando condições de melhorias para 500 profissionais sindicalizados. “Na base que representamos, temos cerca de 2.200 trabalhadores, sendo 500 sindicalizados. Entre eles, temos muitos casos de funcionários contaminados, inclusive ocorreram óbitos”. Segundo o representante, os números são extraoficiais, já que a empresa dificulta a liberação deste tipo de informação.
Durante a pandemia, o sindicato trabalhou na sinalização para que fossem cumpridas as ações necessárias para a segurança dos funcionários. “Seguimos fiscalizando e contando com o apoio da justiça, para que as decisões sejam ainda mais ágeis”, conclui o representante.
Até o fechamento desta matéria, a empresa não respondeu a equipe de reportagem do DS.