Nem todos podem passar o Natal ao lado de sua família. Alguns profissionais precisam abrir mão da confraternização ao lado das pessoas que ama para trabalhar. A alternativa é improvisar uma ceia durante o serviço. Além das obrigações, os profissionais também precisam lidar com a vontade de estar ao lado dos familiares nesta data especial.
Erik Miranda é policial há 18 anos. Ele é casado e pai de um filho e chegou a trabalhar por 12 horas, no período noturno. Além da ausência da esposa e do filho, o policial precisa lidar com diversas ocorrências, bastante comum na data. Ele chegou a atender chamados de brigas entre vizinhos, desordem nas ruas e até mesmo prestar apoio a gestante. Além disso, a profissão oferece muitos riscos, fazendo com que o profissional deseje ainda mais estar ao lado de sua família. “São diversas ocorrências e a Polícia Militar estará pronta para atender e fazer o que for preciso. O policial estará nas ruas, mas com o coração e a mente em casa, desejando estar com quem os ama”, disse Erik. A tecnologia é uma grande aliada nesses casos. Ela permite que o policial entre em contato com sua família através de chamadas de vídeos, caso o PM não esteja realizando um atendimento. Caso seja possível e autorizado, uma ceia é improvisada no serviço. “É um dia bastante esperado, O policial, muitas vezes, não pode desfrutar desse momento para estar sentado em uma viatura ao lado do seu parceiro. Ele acaba se tornando uma pessoa da família”.
O mesmo com o Guarda Municipal Fábio Corrêa. Ele conta que ficar longe da família durante as festividades tornou-se um hábito. “Estou acostumado. Na profissão da área de segurança somos escalados para cumprir missão no dia. Virou um hábito”, conta.
Durante o plantão de Natal, cada agente escalado leva um aperitivo e realizam uma ceia durante o serviço, seguindo um dos princípios da profissão, que é cuidar do seu companheiro de serviço. Apesar de estar adaptado, Corrêa diz que é impossível não sentir saudade da família. “Não é fácil. Você vê as pessoas comemorando com seus familiares. Dá vontade de estar junto com a minha. Mas infelizmente não dá. A profissão que escolhi exige isso”, disse.
Quem também precisa trabalhar nas festas de fim de ano são os profissionais da saúde. É o caso de Priscila Jorge Raimundo, que trabalha em um laboratório de Análises Clínicas, em um hospital de Suzano. Ela trabalha no setor de saúde há 11 anos. “Não é fácil passar o Natal longe da família, mas as escalas de trabalho permitem uma flexibilidade para conseguir comemorar Natal ou Ano Novo”, explicou.
Contudo, fato de estar no trabalho não significa que não possa comemorar. Ela aproveita o intervalo para realizar uma “mini” ceia. “Aproveitamos nosso horário de refeição a fim de trazer um espírito de confraternização”, finalizou.