Os primeiros dias úteis de 2021 registraram queda no isolamento social, no comparativo com os dias 31 de dezembro e 1° de janeiro. Em Poá, cerca de 6% da população voltou para as ruas após as festas.
A região entrou em fase vermelha entre os dias 1° e 3 de janeiro e a decisão do Estado até surtiu efeito: na véspera de Ano Novo (31 de dezembro), mesmo em fase amarela, as pessoas optaram por ficar em casa, e quase todas as cidades passaram dos 40% de respeito à quarentena, segundo o Sistema de Monitoramento Inteligente de São Paulo (Simi-SP).
No entanto, bastou o período de festas passar (e a região retornar para a fase amarela do Plano São Paulo de flexibilização) para que o isolamento despencasse consideravelmente em quase todas as cidades, que passaram a sofrer com dificuldades para conseguir bater a marca dos 40%.
A diferença é imensa, se for comparado o último dia útil de 2020 (31 de dezembro) com o primeiro de 2021 (última segunda, 4 de janeiro). Apenas Ferraz manteve seus números (43% de isolamento em ambos). As demais cidades registraram queda.
A maior delas (6%) foi registrada em Poá. A cidade caiu de 41% de isolamento no dia 31 de dezembro, para 35% no dia 4 de janeiro. Mogi e Santa Isabel tiveram queda de 5% (de 44% para 39% e de 48% para 43%, respectivamente).
Suzano teve uma queda de 4% no período, passando de 43% na véspera de Ano Novo para 39% no primeiro dia útil de 2021. Arujá teve queda de 3% (de 38% para 35%); e Itaquá teve de 1% (de 40% para 39%).
Isolamento na virada
Na véspera de Ano Novo, apenas Arujá não superou os 40%, ficando com apenas 38% de isolamento. As demais cidades da região bateram a marca: Itaquá (40%); Poá (41%); Suzano e Ferraz (43% cada); Mogi (44%); e Santa Isabel, que registrou a maior taxa (48%).
Já no dia 1° de janeiro, todas as cidades passaram dos 40%: Itaquá e Poá registraram 41% cada, enquanto Arujá e Ferraz computaram 44% cada. Suzano (45%); Mogi (46%); e Santa Isabel (50%) fecham a lista.
Respeito em fase vermelha
Antes de ser iniciado o primeiro período de fase vermelha (estabelecido entre 25 e 27 de dezembro), os números eram bem diferentes dos que foram registrados, tanto neste primeiro período quanto no segundo sob a fase mais restritiva (entre 1° e 3 de janeiro).
Em 20 de novembro, por exemplo, todas as cidades registravam isolamento abaixo de 40% em dias úteis, com Arujá computando dos piores números (35% na época). A região estava em fase verde do Plano São Paulo de flexibilização.
Considerando os dias 31 de dezembro e 1° de janeiro, no entanto, os dados mostram o oposto: quase todas superaram a marca. Só Arujá que registrou isolamento abaixo de 40% (38%, na véspera de Ano Novo). As outras seis cidades analisadas passaram de 40%, tanto na véspera quanto no primeiro dia de 2021.
Aumento do isolamento em Suzano
Após seis meses, Suzano voltou a registrar 43% de isolamento social em um dia útil (quinta-feira, 31 de dezembro).
A marca jamais havia sido batida com a cidade sob fase amarela e o último registro ocorreu no dia 1° de julho de 2020 (uma quarta-feira), quando também obteve 43% de respeito ao isolamento. A cidade, assim como todo o Alto Tietê, estava na fase laranja do plano.
Em Santa Isabel, o isolamento chegou a bater 50% no dia 1°. Foi a maior marca da região no período de festas. O número não foi registrado uma única vez desde que o município voltou para a fase amarela, em 30 de novembro.
O último registro havia sido feito sob fase verde em 1° de novembro (um domingo de feriado prolongado de Finados), quando computou os mesmos 50%.
Simi-SP
O sistema funciona por meio de uma parceria com quatro operadoras de telefonia móvel (Claro, Oi, Tim e Vivo), que colhe informações de deslocamento e os transforma em uma espécie de mapa de calor.
Assim, a plataforma consegue identificar os índices de isolamento dos locais.