Trabalhadores e comerciantes que dependem diretamente do movimento da Rua Marechal Deodoro e adjacentes para manterem suas rendas mensais, vivem à espera pela construção de uma passarela que ligaria o Centro de Suzano ao Parque Maria Helena. A retirada da passarela antiga ainda não teve substituição e provoca prejuízos aos trabalhadores do local. Atualmente, quem passa pelas ruas no entorno da Praça João Pessoa e deseja ir para o outro lado da cidade, precisa utilizar a passarela da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM).
A mesma situação ocorre quando moradores do Parque Maria Helena precisam se deslocar para o Centro. Além da dificuldade na locomoção da população, comerciantes contam os prejuízos provocados pelas ruas cada vez mais esvaziadas.
De acordo com a assessoria do deputado estadual Estevam Galvão (DEM), - que solicitou a construção da passarela -, a Secretaria Estadual de Transportes Metropolitanos está em tratativas com a Prefeitura Municipal devido ao alto valor de desapropriação necessária para instalação da passarela no trecho do parque Maria Helena. A desapropriação é de responsabilidade municipal, mas a administração alega não ter condições financeiras de arcar com o item. Além disso, devido à pandemia, todas as obras e investimentos foram temporariamente suspensos, com previsão de retomada no primeiro semestre deste ano, conforme anúncio do governador João Doria em dezembro de 2020.
Comerciantes
Segundo o comerciante Simião Ferreira, 59, que tem um bar na rua Marechal Deodoro, no Centro de Suzano, o movimento na rua caiu em 90% desde a retirada da passarela que havia no local.
“Estamos contando os prejuízos há muito tempo. O movimento caiu em 90% desde quando tiraram a passarela e o ponto final das vans daqui. Agora eu sobrevivo apenas com o que vendo aos clientes que já me conhecem, pelo tempo que estou aqui”, lamentou.
O mesmo ocorre na loja de utensílios descartáveis da comerciante Gorete Silva.
De acordo com ela, os assuntos que envolvem a construção da passarela já se tornaram “cansativos e desgastantes”, já que ela – e os demais comerciantes do local – sempre estiveram ativos na busca pela concretização do projeto, que até agora não saiu do papel.
“A gente se sente esquecidos, é triste olhar as ruas vazias e os comércios fechando em pouco tempo depois de abrirem suas portas. Já estive em reuniões com políticos e os comerciantes parceiros, mas parece que nada adianta”, comentou.