O número de inadimplentes no comércio de Suzano registrou queda de 60% em comparação com dezembro de 2019, quando 9.834 pessoas foram incluídas na lista de devedores.
O número do mesmo período em 2020 foi bem menor; cerca de 4.844 pessoas entraram no banco de dados.
De acordo com a Associação Comercial e Empresarial de Suzano (ACE), o fator pandemia é uma das principais razões da queda, já que o comercio suzanense passou – e ainda passa – por séries de restrições motivadas pelo combate ao novo coronavírus.
Além disso, a queda também pode ter sido motivada pela diminuição da renda das pessoas, que ao contrário de anos anteriores, precisaram dar preferência pela compra de itens essenciais. “A pandemia fez com que muitas pessoas limitassem seus gastos e comprassem somente o necessário, evitando compras por impulso e que depois acabam gerando descontrole financeiro e por consequência, a falta de pagamento”, informou a ACE em nota.
Além do ponto de vista do consumidor, a associação ressalta que os lojistas também optaram pelas vendas por cartões, evitando o crediário próprio, onde o risco de inadimplência é da própria loja. No caso de venda através de cartões de crédito, o risco fica com as financeiras e bancos.
Quedas
Desde o início de 2020 as quedas de inadimplentes estão sendo registradas pela associação. Conforme publicado pelo DS no mês de novembro, entre todos os meses de 2020, agosto liderou o ranking de número de pessoas que saíram da lista de inadimplência. Só em agosto 6.369 pessoas conseguiram quitar suas dívidas e foram excluídas da lista.
Na segunda posição ficou julho, com 5.811 consumidores que quitaram as dívidas. Com 5.596 exclusões da lista, setembro ficou na terceira colocação.
Em quarto lugar ficou o mês de outubro, 5.214 consumidores haviam saído da lista de inadimplência. O número foi 15,86% menor em comparação ao mesmo período de 2019, quando foram registrados 6.197 consumidores que pagaram as dívidas.
Na ocasião, a ACE lembrou que o auxílio emergencial de R$ 600 e R$ 1,2 mil, distribuído pelo governo federal à população, pode ter ajudado na quitação de dívidas, diminuindo a quantidade de pessoas devedoras.