Professores e demais profissionais da educação de Suzano planejam realizar uma greve, caso o governo do Estado não os coloque no grupo prioritário para vacinação contra o novo coronavírus (Covid-19).
O início das aulas – previsto pelo governo do Estado para o dia 1° de fevereiro de forma presencial -, ocorrendo sem professores no grupo prioritário, não agrada em nada os profissionais, principalmente porque, segundo eles, não há uma garantia de segurança sanitária para alunos e educadores nas escolas.
A greve virou pauta entre membros e diretores do Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo (Apeoesp). O sindicato bate o pé para que haja vacinação aos profissionais no início das aulas presenciais.
“Entramos com uma solicitação para o governo do Estado colocar os profissionais da educação como prioridade. Caso o sindicato não seja atendido, defendemos que os profissionais entrem em greve e não voltem para a escola enquanto não houver vacinação”, disse Ana Lúcia Ferreira, diretora executiva estadual da Apeoesp e conselheira estadual da subsede em Suzano.
A reivindicação é para que profissionais de outras áreas consideradas importantes para a sociedade, como segurança e transporte público, também sejam priorizadas nas campanhas iniciais de vacinação.
Essa, inclusive, também é uma reivindicação do Consórcio de Desenvolvimento dos Municípios do Alto Tietê (Condemat), englobando ao menos os professores municipais das 12 cidades que compõem o grupo (incluindo as dez da região).
A grande expectativa da Apeoesp é para que o governo do Estado dê autonomia aos municípios, para que estes também definam o retorno das aulas em suas respectivas escolas estaduais.
O sindicato acompanhará o Condemat caso isso ocorra, já que acredita que os professores da rede estadual entrariam na conta do consórcio neste cenário.
Se o Estado não der poder aos municípios e mantiver os profissionais da educação fora dos grupos prioritários, a greve vai acontecer.
“Se não sair esse decreto, a legislação que nos rege é a do Estado, aí a gente terá a greve. Se houver um decreto do Doria autorizando o prefeito a decidir pelas escolas estaduais, vamos acatar o que diz o Condemat”, afirmou Ana Lúcia.
Ela disse que, se houver greve, ocorrerá de maneira que não haja aglomerações. Porém, as diretrizes de como a possível paralisação será realizada, ainda serão alinhadas.
“Se a gente defende que (os professores) não voltem para as salas por não ter vacinação. Vamos ter que organizar a greve com manifestações que não sejam presenciais e aglomeradas. Teremos uma reunião de diretoria estadual quarta que vem, no dia 13. Será online. Aí, definiremos”, finalizou a diretora.