A coordenadora da Câmara Técnica da Saúde do Consórcio de Desenvolvimento dos Municípios do Alto Tietê (Condemat), Adriana Martins, disse que a região está preparada para receber a campanha de vacinação contra o novo coronavírus (Covid-19) no dia 25 de janeiro – data estipulada pelo governo de São Paulo para início da vacinação em todo o Estado com a Coronavac.
Ao DS Entrevista, Adriana disse que o Estado vai ceder os insumos necessários para as campanhas. Ela destacou ainda que há um déficit da chamada “rede de frio”, ou seja, todo o processo de logística, conservação e armazenamento de vacinas. O problema ocorre em todo o Estado, mas há duas portarias do governo federal que contemplarão parte das cidades.
Segundo Adriana, o Alto Tietê já está se movimentando “há algum tempo” pela aquisição de insumos. Para ela, a união dos 12 prefeitos que compõem o Condemat na luta pela imunização da população tem sido de vital importância para que a região se prepare para a campanha.
“A intenção foi de o Condemat ter uma ação inovadora e de protagonismo para a campanha. É um trabalho muito importante. Os prefeitos (na época atuais) e os eleitos fizeram uma reunião lá atrás, para que se organizasse toda essa rede de insumos e espaços”, disse.
Há um planejamento para cinco fases, com início para 25 de janeiro (primeira dose) e a aplicação da segunda dose das fases iniciando em 22 de março. Trabalhadores de saúde, quilombolas, indígenas, seguidos de idosos, teriam prioridade. O plano é incluir na lista de prioridades professores, diretores, coordenadores, merendeiras, policiais, guardas municipais e bombeiros, visando o retorno às aulas de forma escalonada, conforme disse o presidente do consórcio, Rodrigo Ashiuchi.
A coordenadora explicou a opção do Condemat, tanto de antecipar profissionais da educação e da segurança, quanto de buscar doses da CoronaVac diretamente com o Instituto Butantan. “O que temos de rotina é que, muitas vezes durante a campanha, há interrupção da vacinação porque não chegaram as doses ou acabaram. O Condemat entende que isso não pode acontecer e que seria importante antecipar a campanha para um público - educação e segurança. Esse memorando (carta de intenção) foi assinado junto ao Butantan, que assina junto e que garante esse quantitativo, a fim de não interromper a campanha e imunizar esse grupo”.