As escolas particulares de Suzano vivem incerteza com relação a retomada das aulas presenciais no município. O DS entrou em contato com quatro colégios particulares da cidade. Todos estão aguardando um posicionamento oficial do Governo, quanto da Prefeitura de Suzano. O setor administrativo das escolas retornou com as atividades.
O Colégio Sol, localizado na Vila Figueira, em Suzano informou que por enquanto o retorno das aulas presenciais está mantido para o dia 1 de fevereiro. Contudo, ainda não há previsão da volta do período integral. Para isso, a escola aguarda um posicionamento oficial da Prefeitura de Suzano.
A escola seguirá as normas exigidas pelo governo. Hoje a unidade atende cerca de 190 crianças. Outro obstáculo é que alguns pais ainda têm receio de mandar os filhos para a escola. Em contrapartida, outros tem a necessidade de trabalhar e precisam deixar as crianças no colégio.
O Colégio Cristão Correa, na Vila Amorim, informou que também não tem uma previsão. Segundo a diretora da escola, Vera Lucia Correa, a expectativa está com relação ao posicionamento da administração local. Caso a Prefeitura não acate a decisão, a escola não poderá voltar com as aulas presenciais. Contudo, a diretora garante que o colégio está pronto para encarar qualquer situação. “Estamos preparados para isso, tanto no processo de higiene quanto no pedagógico. Caso não ocorra, até a liberação da vacina, a escola vai proporcionar um ensino híbrido”, disse Vera. A escola atende cerca de 200 alunos, na educação infantil e fundamental e segue os protocolos de segurança, como o uso obrigatório de máscaras e luvas por parte dos funcionários, álcool e gel nas salas, tapetes de sanitização, entre outros.
Quem também está pronto para o ano letivo é o Colégio Ferreira Master. Segundo a diretora pedagógica, Lucimeire Ferreira, a escola está toda equipada e só aguardar o decreto municipal para retornar com as aulas presenciais. “Fizemos tudo, seguimos os protocolos, contratamos uma empresa para nos orientar. Só estamos no aguardo da prefeitura. Mas da nossa parte, fizemos tudo”. A instituição trabalha com Ensino Fundamental I e II e educação infantil e atende 700 alunos.
A situação é a mesmo do Colégio Suzano, que ainda aguarda pelo posicionamento do Governo Estadual quanto da prefeitura do município.
Estado
Em entrevista coletiva na segunda-feira (4), o secretário estadual de educação Rossieli Soares defendeu que o retorno das aulas presenciais seja obrigatório em São Paulo, a não ser que alunos ou profissionais consigam provar que pertencem a algum grupo de risco. Soares vai se reunir com o conselho para debater sobre o assunto no dia 13 de janeiro.
No mês passado, o Estado definiu a Rede Básica de Ensino como serviço essencial, isso significa que mesmo diante da Fase Vermelha do Plano São Paulo, a retomada das aulas deverá ser autorizada.