As obras realizadas na Rodovia Índio-Tibiriçá (SP-031) foram aprovadas por quem dirige, vive ou trabalha nos arredores da via. Na opinião de moradores e motoristas, a estrada apresenta mais segurança, mas ainda fica bastante congestionada, especialmente em horário de pico. As obras foram concluídas no início de outubro.
Isadora Mello trabalha em uma rua próxima da rodovia, no bairro Santa Rita de Cássia, em Suzano. Para ela, a obra foi extremamente necessária. Contudo, ela questionou a distância entre as rotatórias e reclamou do trânsito no local. Principalmente em horário de pico. “Obra muito necessária. Melhorou muito a segurança na pista. Mas ficou muito inviável por conta das distâncias entre uma rotatória e outra, além do trânsito, por conta de uma passagem de nível”, disse.
Há poucos metros do local onde trabalha, existe uma linha férrea. Quando o trem passa pelo local, acaba gerando congestionamento. É o que explica Marcos Paulo Gomes, gerente de um posto de gasolina na beira da rodovia. Apesar dos transtornos, ele aprovou as obras. “Tá tendo muita parada por causa da linha do trem, muito congestionamento. Mas trouxe mais segurança. Diminuiu bastante o número de acidentes”, opinou.
José Alves da Silva utiliza a via ao menos uma vez por semana. Para ele, não há o que reclamar. “Ficou mais organizado. Gostei bastante. Deu mais para a cidade e organizou o trânsito local”, disse. É a mesma linha de raciocínio de Adilson Binotti. Ele é comerciante e utiliza via para fazer entregas. “Trouxe bastante organização para o trânsito. Melhorou muito”.
Obras
Segundo o Departamento de Estradas e Rodagens (DER), foram investidos R$ 19 milhões no empreendimento da pista que liga Suzano ao ABC Paulista. Foram construídos três rotatórias nos Km 58,5, 59,8 e Km 60,8. Todos os pontos contam com acesso aos bairros do município do Alto Tietê. Também foi instalado um microrevestimento, em uma extensão de 37,2 km que abrange quatro cidades. “O projeto também inclui nova sinalização, com tachões refletivos, e equipamentos de segurança como defensas e muretas de concreto”, disse o DER em nota.
O DER destaca que entre os km 58,4 e o km 62,2, “a pista foi dividida sendo mantida um sentido para cada lado”.