O Departamento Estadual de Defesa do Consumidor (Procon) pede para que os lojistas tentem flexibilizar os preços dos materiais escolares. O órgão também orienta os consumidores na hora de realizar a compra do produto.
O órgão vai fiscalizar os preços dos produtos nas lojas para ver se existe uma grande diferença nos valores dos materiais. Segundo a diretora do Procon, Daniela Itice, os produtos que apresentam mais divergências nos preços são as borrachas, cadernos e o lápis de cor. Ela recomenda que os lojistas tentem não subir os preços e que os consumidores pesquisem os valores antes de realizar qualquer compra, verificando se o produto é regulamentado pelo Inmetro. “Aconselhamos que os lojistas tentem flexibilizar os preços e que os clientes façam a boa e velha pesquisa antes de realizar qualquer compra. Caso o material for para uso de crianças pequenas, é preciso ficar atento se o material tem a regulamentação do Inmetro”, explica a diretora.
Outro ponto importante que precisa ter uma atenção especial por parte dos consumidores com relação ao preço do frete, em compras pela internet. A pandemia fez com que muitos clientes optassem por realizar compras pela rede. “Normalmente a pessoa com um produto por um determinado preço, mas esquecem do valor do frete. Quando o produto chega, o valor ultrapassa do normal”, disse Daniela. Durante as festas de fim de ano, a maioria das denúncias foram relacionadas à entrega dos produtos, além das fraudes, segundo Daniela. O Procon recomenda evitar clicar em anúncios publicados no e-mail ou nas redes sociais. “A pessoa pode ser vítima de um golpe. Nestes casos, só a polícia pode resolver”, finalizou.
Os comerciantes estão procurando manter cautela com relação a expectativa das vendas para 2021. A incerteza da retomada das aulas presenciais ainda toma conta do setor. É o caso da loja de Regiane Nagasaki. “Com essa questão de expectativa estamos um pouco mais cautelosas. Eu tenho muita dúvida do que pode acontecer em uma proporção mais prolongada. Janeiro era muita procura dos produtos. Hoje as escolas têm a lista, vai ter a procura, mas não sabemos quando”, explicou. Na loja de Maurício Tadocoro, algumas listas de materiais chegaram em dezembro e alguns pais até fazem o orçamento dos produtos. Contudo, as vendas ainda não alavancaram.