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Cidades

Vendedores ambulantes lucram até R$ 60 por dia com máscaras

Procura pelos itens diminuíram, mas retorno financeiro ainda ajuda ambulantes nesta fase de pandemia

09 janeiro 2021 - 22h22 Por Matheus Cruz - de Suzano
Desde o início da pandemia, vendedores que trabalham nas ruas de Suzano ganharam um novo “produto” para venda. As máscaras de proteção – item obrigatório na maioria dos espaços – são vendidas em diversos modelos, tamanhos e valores, que podem variar de R$ 2 a R$ 10, e geram uma média de R$ 60 de lucro aos vendedores ambulantes da cidade.
 
Em paralelo com o início da pandemia, os vendedores que conversaram com o DS nesta quarta (6), relataram que a procura por máscaras caiu, mas nem por isso o retorno financeiro diminuiu. 
“O movimento ainda é grande, mas não se compara com o início da pandemia. As vendas são relativas, tem dias que eu consigo vender 20, outros consigo vender 15, e as vezes só 10. É o jeito que eu tenho para ter o pão de cada dia”, comentou o vendedor Thiago Ferreira, 33.
 
Na barraca de Thiago, quatro tipos de máscaras faciais são vendidas; as descartáveis, que custam R$2; as máscaras com logos de times e marcas, que custam R$5; e a mais cara, que são estampadas, custando R$10. Segundo ele, a média de lucro diário é de R$60. 
 
Em outra barraca visitada pelo DS, as variedades de máscaras vendidas também chamaram a atenção. A ambulante Marcia Souza, 40, relata que antes da pandemia fazia trabalhos temporários, os conhecidos “bicos”. Agora com a venda de máscaras, consegue ter uma melhor estabilidade financeira. “A gente torce para a pandemia acabar, mas por outro lado, é nossa renda atualmente. Consigo fazer de R$ 50 a R$70 por dia. Depende se está chovendo, se é dia de semana ou no sábado, quando tem mais movimento”, informou. 
 
O DS também visitou lojas fixas do comércio suzanense. O comerciante Octavio Silva, 32, lamenta que o mercado informal seja beneficiado, já que a exposição das máscaras na rua é maior do que em sua loja. “Acabou de passar um fiscal aqui, eles pedem para eu guardar a banquinha para dentro da minha loja, (falaram) que não posso expor na calçada. Mas se eu não exponho não vendo, os clientes acabam comprando com os vendedores de rua”, reclamou.

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