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Cidades

Com 65 mil trabalhadores, indústria do Alto Tietê sobrevive à pandemia

Enquadrado como atividade essencial, setor é um dos mais produtivos e expressivos

30 janeiro 2021 - 23h02 Por Matheus Cruz - de Suzano
Ao contrário dos setores que tiveram inúmeros prejuízos decorrentes do reflexo da pandemia, o setor industrial tem desempenho crescente nos últimos meses em todo o Alto Tietê. De acordo com o Centro de Indústrias do Estado de São Paulo (Ciesp), com cerca de 65 mil trabalhadores, setor é um dos mais produtivos e expressivos da região.
 
Um dos principais motivos para o segmento não ter números negativos – se comparado a outros setores – é que a produção industrial é enquadrada como atividade essencial e, por isso, não sofreu interrupções desde o início da quarentena. Muitos segmentos, inclusive, tiveram aumento de produção em razão da demanda e o setor, ainda no que pese algumas dificuldades de abastecimento de matéria-prima. A indústria vem num desempenho crescente nos últimos meses, inclusive com criação de vagas.
 
Com o início da campanha de vacinação de combate à Covid-19, as expectativas do Ciesp são boas. As projeções para esse ano são de um crescimento de 4% da economia, o que permitirá a recuperação das perdas de 2020, quando o PIB encolheu também no patamar de 4%.
 
Em nota, o Centro de Indústrias do Estado de São Paulo reiterou a importância de que as medidas sanitárias continuem sendo seguidas em todo o setor, e no geral, pela população.
“A vacina é a principal esperança na luta contra a Covid-19. A imunização deve proporcionar a volta da normalidade, mas ainda temos um caminho a ser percorrido até que toda a população possa ser vacinada e, nesse ínterim, cada um deve fazer a sua parte no cuidado próprio e das pessoas que estão próximas. Os protocolos de segurança precisam ser cumpridos, em especial, o distanciamento social e o uso de máscaras. Em outros países a vacinação tem avançado e a perspectiva real de vencer essa doença anima o mercado financeiro”, diz nota do Ciesp.
 
Cuidados
 
De acordo com o Ciesp, desde o início da pandemia, a indústria tem reforçado os protocolos de segurança, com medidas que vão desde a suspensão das reuniões presenciais e a adoção do home office até a flexibilização dos horários de trabalho, escalas para usos de espaços comuns, como refeitórios; maior rigor no controle de acesso no interior das empresas; redução da ocupação de pessoas dentro dos elevadores; aumento da disponibilidade de álcool gel 70% nos ambientes e ampliação das equipes de limpeza.

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