O aumento no volume de água armazenada nas represas que abastecem as cidades da região no mês de janeiro foi o menor desde 2015, quando o Estado vinha sendo castigado pela crise hídrica, iniciada em 2014. Com o crescimento de apenas 2,76%, o Sistema Alto Tietê passou de 53,99% em 1° de janeiro, para 56,75% em 1° de fevereiro de 2021.
A Companhia descartou o risco de desabastecimento, apesar de o aumento ter sido abaixo das expectativas. No período, em 2015, as represas da região apresentaram queda de 1,13% no volume de água armazenada (de 12,13% para 11%). Para um mês de janeiro, a queda foi incomum, já que se trata de um período de forte calor e chuvas intensas ao final do dia.
Os anos seguintes registraram um cenário mais “normal”, com altas chegando a 14,22% só em janeiro de 2017, por exemplo, passando de 43,21% em 1° de janeiro para 52,43% em 1° de fevereiro. Neste ano, no entanto, o aumento de apenas 2,76% é discreto. Os dados, disponibilizados pela Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp), mostram ainda que o sistema operou na última segunda-feira (1° de fevereiro) com 26,38% mais água do que no primeiro dia de fevereiro do ano passado. Foram 56,75%, quantidade bem inferior aos 83,13% de operação em 1° de fevereiro do ano passado.
Em nota, a Sabesp informou que o volume de chuvas registrado em janeiro deste ano ficou abaixo da média histórica para o mês, mas considera a quantidade de água armazenada “bom”.