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Cidades

Secretário de Educação do Estado apresenta plano e confirma volta às aulas para dia 8

Rossieli Soares disse ainda que “não se pode vincular a vacinação ao retorno às aulas”

02 fevereiro 2021 - 22h06 Por Daniel Marques - de Suzano
O secretário de Educação do Estado, Rossieli Soares, confirmou o retorno das aulas presenciais na rede pública estadual para o próximo dia 8. Segundo ele, “não se pode vincular a vacinação ao retorno às aulas”. O secretário teme não conseguir vacinar os professores até o final do primeiro semestre deste ano e, com isso, acabar prejudicando pedagogicamente os alunos.
 
“Os professores estão, sim, no grupo de prioridade da vacina. Isso já está garantido. Vão receber a vacina antes da maioria dos brasileiros. Mas a gente precisa começar com aqueles que têm maior risco de falecimento, que são os idosos acima de 60 anos”, iniciou o secretário.
 
Em seguida, ele disse que luta pela prioridade dos educadores na imunização, mas que “não concorda em vincular o retorno às aulas à vacinação”. “Isso pode acontecer somente no final do primeiro semestre”, disse.
 
As declarações foram dadas ontem à tarde, após reunião com prefeitos e representantes das cidades que compõem o Consórcio de Desenvolvimento dos Municípios do Alto Tietê (Condemat), realizada no Centro Municipal de Formação Pedagógica de Mogi (Cemforpe). O secretário veio até a região para “entender” o que as cidades precisam no retorno às aulas e pedir ajuda dois municípios na construção das aulas. Ele recebeu algumas demandas, como déficit de internet em algumas cidades para o retorno remoto.
 
Rossieli falou sobre vários assuntos. Ele destacou o reforço das verbas para as escolas e disse que os alunos que precisam da merenda escolar terão direito nas unidades e, caso necessitem também no ensino remoto, poderão solicitar às escolas de ensino.
 
Questionado sobre as medidas que serão adotadas pelo Estado caso um aluno apresente sintomas da Covid-19 em sala, o secretário respondeu que o procedimento será o mesmo adotado em outros locais, com isolamento da vítima e testagem das pessoas próximas.
 
"Voltamos (com o ensino presencial não-obrigatório) desde 8 de setembro e não tivemos um caso de transmissão dentro das escolas. O monitoramento é a coisa mais importante para se fazer. Criamos o Sistema de Informação e Monitoramento da Educação (Simed), onde todas as escolas particulares, estaduais e municipais sem conselho são obrigadas a colocar todas as informações, como quem teve Covid, qual foi o dia que frequentou a escola e com quem teve contato. Monitoramento é tudo. Quando uma pessoa é contaminada, a gente monitora desde cedo e testa todo mundo que esteve próximo. Esse vai ser o procedimento", disse.
 
'Temos de voltar', diz Ashiuchi sobre retomada das aulas
 
O prefeito de Suzano, Rodrigo Ashiuchi - que também é presidente do Consórcio de Desenvolvimento dos Municípios do Alto Tietê (Condemat) - disse que as aulas “têm de voltar” na região. 
 
Em Suzano, as aulas presenciais na rede pública municipal ainda não têm data definida para retorno.
 
“A educação é essencial. Temos perda na questão da saúde e vidas - que são o mais importante - mas temos também a perda econômica, de empregos e a escola”, iniciou Ashiuchi. “Lógico que tem que voltar, com toda a segurança. É o momento de organizar as escolas para voltar, porque a priorização da vacina é importante”, continuou Ashiuchi, em entrevista concedida após reunião realizada ontem (2) com o secretário estadual de Educação, Rossieli Soares, e outras autoridades regionais.
 
Segundo o presidente do Condemat, o consórcio está buscando não ter mais perda pedagógica para os alunos.
 
“A educação é importante. Temos que voltar. Não é obrigatório. O local que puder atender só 10% dos alunos, vai atender apenas 10%”, disse.
 

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