O Corpo de Bombeiros de Suzano registrou dez mortes por afogamento no ano passado. O número superou, em uma morte (nove no total), a quantidade de pessoas que foram a óbito da mesma forma em 2019 na cidade. Ou seja, 11% a mais.
As mortes não ocorreram por acaso. Isso porque cerca de 90% das vítimas, conforme estimativa do Corpo de Bombeiros, morreram em dois locais viciados, constantemente usados para banho por moradores: a Lagoa Azul e a Represa Taiaçupeba.
Nos locais, os perigos são totalmente ignorados pelos banhistas. Não é difícil encontrar pessoas mergulhando nestes pontos do município, principalmente em dias de forte calor. Segundo os bombeiros, o verão é a época do ano em que as mortes mais acontecem.
Segundo o tenente Marcos Vinícius Carbonel, do Corpo de Bombeiros de Suzano, normalmente, as pessoas que vão para estes locais usam bebidas alcoólicas e entorpecentes antes de mergulhar, e essa ação ajuda muito para que afogamentos aconteçam.
A maior recomendação é para que as pessoas não entrem na água, nem mesmo para ficar nas partes mais rasas. “Mesmo no raso, a pessoa não tem noção da profundidade, que muda muito rápido. Às vezes, um único passo é suficiente para que a pessoa saia de um local onde a água bate na cintura, para outro onde ela não dá mais pé”, destacou o tenente. “Os locais têm enrosco, galhos de árvores, troncos e arames. São totalmente inapropriados para banho”, completou.
Os bombeiros aconselham, ainda, que as pessoas sempre procurem locais com salva-vidas por perto. É importante mergulhar em pontos seguros para banho e não fazer refeições pesadas.
Deve-se evitar entrar em águas com aviso de perigo e redobrar os cuidados ao mergulhar em águas desconhecidas. É importante conhecer a profundidade do local, principalmente onde houver pedras, como rios e cachoeiras.