Trabalhando como auxiliar de limpeza em um supermercado de Suzano, o morador do Miguel Badra, Emerson Alexandre, 40, não mede esforços para ajudar o próximo.
Com mais de 6 mil pessoas ajudadas em 25 anos, o fundador do Projeto ONG Sciences reforça que não há barreiras para ajudar o próximo e pretende combater a fome em 2021.
Fundado em dezembro de 1996 por um grupo escolar em que Alexandre fazia parte, o projeto foi ganhando força e se desenvolveu com os trabalhos sociais feitos para ajudar famílias carentes da cidade. Hoje, com aproximadamente 100 voluntários, o grupo reúne a força coletiva para distribuir solidariedade.
De acordo com o fundador do projeto, existem voluntários de todas as idades, de 13 há 90 anos. “Temos voluntários de todos os tipos. Tem gente desempregada que também ajuda como pode, outros chegam com um pacote de arroz e óleo para ajudar” explica.
Para o ano de 2021, o foco do projeto é o combate à fome. No início de fevereiro, o grupo já realizou a distribuição de 7 cestas básicas para famílias carentes.
A ideia é que em cada mês, um bairro seja contemplado. Para isso, Alexandre já tem um caminho traçado. “Meu foco está sendo a implantação de uma horta comunitária. Na minha casa tem um terreno grande, então daria para plantar muitas coisas que serão posteriormente doadas e usadas no sopão. Espero receber doações para tornar isso possível”, explicou.
Além da distribuição de marmitex todas às sextas na Praça João Pessoa, o grupo de voluntários doam roupas, cobertores e as chamadas “Cartinhas Abençoadas”, que são escritas pelos colaboradores e entregues para idosos das casas de repouso de Suzano.
Para as crianças, o grupo produz bonecos de “robôs” usando caixas de leite, fósforo e cola para doar às crianças carentes. De acordo com Alexandre, essa é uma das ações prediletas.
“Minha infância foi muito pobre, basicamente tudo o que eu tinha era doações que minha família recebia. Então hoje, meu dever é agradecer fazendo doações e chegando nas famílias carentes, é uma maneira de voltar ao passado”, destacou.
Como auxiliar de limpeza, o fundador do projeto divide parte do seu salário para investir no projeto. De acordo com ele, a profissão é uma escolha. “Já pude mudar de profissão, mas não quis. Tenho orgulho da minha profissão, sempre conto que sou faxineiro com muita honra. Gosto da minha função e de ajudar as pessoas. Minha meta é essa, poder ajudar ainda mais pessoas”, finalizou.
O projeto está nas redes sociais, bem como no Facebook, Youtube e Instagram. Basta procurar “Suzano Eu amo Eu cuido”. O grupo está aberto para doações de fraldas geriátricas – que são doadas para famílias carentes -, itens para a futura horta comunitária, alimentos e a ajuda de novos voluntários.