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Cidades

Suzanense participa de grupo para arrecadação de alimentos a famílias do Acre

Objetivo é reduzir os impactos da cheia do rio que deixou a população local sem recursos

19 março 2021 - 12h32 Por Matheus Cruz - de Suzano
O grupo Jiguatera, integrado pelo suzanense Carlos Alberto, arrecada desde o início do ano alimentos, produtos de higiene e agua para a população ribeirinha do Rio Croa, - localizado em Cruzeiro do Sul, cidade localizada a 3. 692 km de Rio Branco, no Acre. O objetivo é reduzir os impactos da cheia do rio que deixou a população local sem recursos. 
 
O grupo trabalha com medicinas indígenas, mais especificamente, com Ayahuasca. O chá é produzido a partir de uma mistura de ervas amazônicas, e é constantemente usado em rituais da doutrina espiritualista Santo Daime, que tem como base o uso da bebida. 
 
Com a intenção de acompanhar o processo de produção de forma mais apurada, o grupo decidiu ir morar no local para garantir o controle de qualidade. A surpresa foi lidar com a cheia do rio ao lado da sede do projeto. 
 
De tempos em tempos, a região do rio Croa sofre inundações em razão da cheia do Rio Juruá, que passa pelo local. Com o volume de agua triplicado, os moradores viram neste ano a maior cheia em 50 anos. Com isso, pelo menos 50 % das famílias ribeirinhas ficaram desabrigadas, sem energia elétrica, sem comida, e até mesmo sem água.
 
Com as dificuldades, o grupo entendeu a necessidade de realizar um trabalho beneficente para ajudar a população e a si mesmos, já que eles estavam na mesma situação.  “Conseguimos mobilizar os próprios moradores e elaboramos uma live em nossas redes sociais. Alguns pajés vieram cantar enquanto explicávamos a situação para as pessoas. Foi uma conquista muito grande porque conseguimos salvar a vida de muita gente”, explica um dos representantes do grupo, Danilo Coppini. 
 
Até o momento, cerca de 60 famílias já foram ajudadas pelo grupo. Na ação, foram disponibilizadas cestas básicas, produtos de higiene, agua, e outros utensílios. Para organizar as atividades, de acordo com o grupo, as decisões são tomadas em reuniões em que todos podem opinar e, juntos, decidem o que vão fazer.
 
“Fazemos tudo com a maior transparência possível justamente para evitar desconfianças. Prestamos conta de tudo, sempre que alguém doa algum valor”, explicou Coppini.
No momento da elaboração da reportagem, o morador de Suzano, Carlos Alberto, se encontrava em outra sede do projeto, localizada à 260 km do rio Croa.
 
Vaquinha
 
Como a logística até o local não possui facilidades, o grupo arrecada dinheiro para comprar os itens através do Pix, o sistema instantâneo de pagamentos que permite a transferência de valores com mais rapidez. 
 
“Na vaquinha é muito difícil porque é cobrado uma taxa muito alta para o resgate do arrecadado, além do tempo que levaria. Então abrimos um Pix, onde as pessoas apenas enviam o valor doado e nós registramos as notas fiscais para deixar o processo transparente”, explicou o representante. 

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