Pessoas com Deficiência (PCDs) registraram cerca de 420 boletins de ocorrência no ano passado em todo o Alto Tietê (99 deles em Suzano). A região conta com 103 mil pessoas nestas condições, sendo 20 mil no município suzanense.
Apesar disso, ainda não há previsão para a construção de uma delegacia especializada no atendimento às pessoas que possuem deficiência na região. Isso porque, segundo o governo do Estado, a preferência para essas construções está sendo dada para os locais onde há maior demanda destas pessoas.
“A Capital é onde tem a maior demanda. Depois Campinas, Registro e Jundiaí que têm números bastante importantes. Só na cidade de Jundiaí, 171 pessoas fizeram o boletim. São esses os locais onde começaremos a fazer”, disse ao DS a secretária de Estado dos Direitos da Pessoa com Deficiência de São Paulo, Célia Leão.
O Estado todo está no radar, segundo a secretária. Inclusive o Alto Tietê. Só que, por enquanto, pessoas nestas condições terão que seguir registrando os boletins via internet ou presencialmente nos distritos policiais.
De acordo com Célia, também não é possível criar uma sala separada para realizar esses registros porque a lei não permite.
“(A construção) Tem que ter toda a estrutura de delegacia, profissionais atualizados e especializados para esse fim. Ou então, a pessoa precisa registrar na Sala Virtual - que recebe registros de pessoas independentemente se tiverem deficiência ou não - ou, eventualmente, na delegacia presencial”, disse.
A secretária admitiu que muitas delegacias não possuem acessibilidade necessária para os atendimentos no Estado, mas destacou que a pasta tem trabalhado para mudar esse cenário.
“Muitas (delegacias) estão adaptadas, mas nem todas. Isso ocorre porque temos uma população que, ao longo dos anos, foi se adequando às coisas como elas eram. As pessoas só se movimentam ‘quando a água sobe, aí aprendem a nadar’”, disse, se referindo ao aumento na necessidade de adaptação de espaços públicos com o passar do tempo.